ONU acolhe arranque de eventos sobre os 20 anos do genocídio ruandês

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Kwibuka20 junta a comunidade internacional na sede da organização; ONU lembrou as consequências da falta de atenção aos sinais de aviso do massacre que matou 800 mil tutsis e hutus moderados.

Grupo de crianças durante o genocídio (Rwanda, 1994). Foto: ONU/John Isaac

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas acolhem, nesta quinta-feira, o lançamento de uma série de eventos para marcar as duas décadas do genocídio do Ruanda.

Aos Estados-membros será apresentado o Kwibuka20, da palavra em kinyarwana que significa Recordar20. O evento vai decorrer na sede da organização, em Nova Iorque, com participantes incluindo o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, e o presidente da Assembleia Geral, John Ashe.

Atenção

Foi a 7 de Abril de 1994 que teve início o massacre que, em 100 dias, resultou no assassinato de mais de 800 mil tutsis e hutus moderados por milícias hutus.

Em janeiro deste ano, as Nações Unidas consideraram que foram "monumentalmente horríveis" as consequências de não se ter prestado atenção aos sinais de advertência do genocídio.

No evento, o país africano é representado pelo ministro de Estado ruandês para a Cooperação, Eugène-Richard Gasana, e o representante Permanente do país junto das Nações Unidas.

Resoluções

A organização adotou várias resoluções sobre o tema. Em dezembro de 2003, a Assembleia Geral aprovou a proclamação do "Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio no Ruanda de 1994."

Já em 2005, o órgão adotou a resolução que prevê a "assistência aos sobreviventes do genocídio, especialmente os órfãos, viúvas e vítimas de violência sexual". A decisão estabeleceu o Programa de Divulgação sobre o Genocídio em Ruanda.

 

 

 

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