OMS quer vacinar 140 mil contra cólera no Sudão do Sul

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Agência da ONU disse que pessoas correm risco por causa das más condições sanitárias dos acampamentos para deslocados; Nações Unidas também estão preocupadas com a grave situação humanitária do país.

Deslocados sul-sudaneses. Foto: Acnur

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer vacinar 140 mil pessoas contra o cólera no Sudão do Sul.

A agência da ONU está trabalhando com o governo sul-sudanês e outros parceiros para fornecer o medicamento que será usado em campos de emergência montados para abrigar os deslocados pelos confrontos no país.

Riscos

A OMS explica que ainda não há um surto da doença na região mas, ao mesmo tempo, alerta que os riscos são grandes devido às más condições de saneamento e por causa da superlotação desses locais.

A partir desta sexta-feira, o objetivo é vacinar 94 mil pessoas que estão no acampamento de Minkaman, em Awerial. O próximo passo serão os acampamentos em Juba, que abrigam mais de 40 mil.

Os especialistas dizem que são necessárias duas doses da vacina para a proteção total da pessoa. A segunda rodada será feita em duas semanas e segundo os médicos, é muito importante que todos recebam novamente o medicamento.

Situação Humanitária

A chefe do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, Valerie Amos, afirmou que está muito preocupada com a grave situação humanitária no Sudão do Sul.

Ela disse que apesar do recente acordo de cessar fogo, as vidas de milhões de civis continuam ameaçadas pela falta de comida, por doenças e pela violência contínua.

Segundo a ONU, mais de 900 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa do conflito e 190 mil fugiram do país.

Amos afirmou que em Malakal, no Estado Alto Nilo, mais de 100 pessoas morreram ou ficaram feridas nos confrontos, muitas delas foram atacadas dentro de hospitais e igrejas.

A situação continua tensa, muitos corpos estão espalhados pelas ruas e mais de 20 mil pessoas estão refugiadas na base das Nações Unidas na cidade.

A chefe do Ocha disse que os sul-sudaneses querem paz, estabilidade e o fim do conflito. Ela espera que os lados envolvidos nos confrontos parem com a violência contra mulheres, crianças e homens.

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