Ocha diz que Filipinas se recupera da destruição causada pelo tufão Haiyan

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Chefe do Escritório da ONU de Assistência Humanitária afirmou que cidade de Tacloban progrediu de novembro até agora; Valerie Amos encerrou visita ao país dizendo que filipinos estão trabalhando muito para voltar ao ritmo de vida normal.

Família filipina reconstrói a sua casa. Foto: Ocha/G. Cortes

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, Valerie Amos, afirmou que as Filipinas estão se recuperando da destruição causada pelo tufão Haiyan, que atingiu a região em novembro de 2013.

Ao final de sua terceira visita ao país desde a tragédia, Amos disse esta quinta-feira que a cidade de Tacloban, por exemplo, "está praticamente irreconhecível em comparação com o que viu há quase quatro meses".

Carros e Lojas

Segundo ela, na época as ruas estavam "cheias de destroços e hoje cheias de carros". As lojas voltaram a funcionar e as crianças estão nas escolas.

Amos declarou que homens e mulheres continuam fazendo os esforços possíveis para reconstruir suas vidas. Ela disse ainda que os pescadores da região de San José, que perderam tudo com o tufão, também trabalham na reconstrução de seus barcos.

A chefe do Ocha deixou claro que apesar dos vestígios da devastação causada pelo Haiyan ainda estarem presentes, os sinais de recuperação podem ser vistos por todas as partes do país.

Prioridade

Amos afirmou que pelos próximos nove meses, a ONU e seus parceiros humanitários vão dar prioridade aos programas de abrigo e de sustento. Mas, ao mesmo tempo, as organizações continuarão fornecendo ajuda aos mais vulneráveis e também serviços de proteção.

Ela explicou que é urgente a necessidade de se encontrar abrigo permanente para as pessoas que perderam suas casas com a tempestade. Da mesma forma, Amos disse que 1 milhão de agricultores foram afetados pela destruição de mais de 33 milhões de coqueiros com a passagem do tufão.

A chefe do Ocha afirmou que depois de plantado, um pé de coqueiro leva entre seis e oito anos para atingir o topo da produção de coco. Para ela, é necessário encontrar um forma de prestar algum tipo de apoio a essas famílias.

Amos disse que a ONU já conseguiu quase metade dos US$ 788 milhões, mais de R$ 1,8 bilhão, pedidos para cobrir as operações de emergência.

Em relação à saúde, ela explicou que as autoridades conseguiram evitar o surto de várias doenças nesse período inicial mas alertou que foram registrados mais de 50 casos de dengue na região de Visayas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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