Na Libéria, marfinenses pedem desarmamento para retornar à casa

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Refugiados receberam visita de diplomatas com o apoio do Acnur; parte dos contactados apontam possível regresso ao seu país após as eleições presidenciais e legislativas agendadas para o próximo ano.

Refugiados marfinenses. Foto: Acnur/S.Momodu

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Vários refugiados marfinenses na Libéria apontaram o desarmamento de antigos combatentes e maiores esforços de reconciliação nacional como condições para o retorno à Cote d'Ivoire.

O desejo foi manifestado a vários diplomatas que visitaram os quatro acampamentos no país de acolhimento, numa iniciativa do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Milícias

O conjunto de preocupações inclui o desarmamento dos combatentes marfinenses e de milícias locais denominadas donsos.

Mais de 52 mil refugiados continuam abrigados tanto nos acampamentos como em várias comunidades na Libéria. No total, o país vizinho acolheu 220 mil fugitivos.

Há três anos, a também conhecida como Costa do Marfim, foi alvo de uma disputa presidencial que deu origem a confrontos entre apoiantes e rivais dos então candidatos Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara.

Eleições

Apesar de a maioria dos refugiados ter dito que pretende voltar para casa, sublinhou que também não quer ter motivos para voltar a fugir.

De acordo com o Acnur, parte destes revelou que não voltaria à sua terra natal até depois das eleições presidenciais e legislativas marcadas para 2015.

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 23 DE JANEIRO DE 2018
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