Missão de paz na República Centro-Africana pode estar a cargo da ONU

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Operação de paz deverá substituir a que está a ser atualmente liderada pela União Africana; organização diz que além de segurança quer promover reconciliação, monitorizar direitos humanos e criar tribunais móveis.

Implantação de uma operação militar. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas devem enviar um emissário para a República Centro-Africana, para realizar consultas sobre a possível transformação da missão de paz da União Africana, Misca, numa operação da organização.

Trata-se do subsecretário-geral para Operações de Paz, Edmund Mulet,  que esta semana deve discutir a questão com diplomatas do continente representados no país. O anúncio foi feito pelo Secretário-Geral.

Agravamento

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Ban Ki-moon realçou que a mudança cada vez mais necessária vai levar tempo. O chefe da ONU chamou a atenção para o agravamento da situação de segurança.

Conforme referiu, tanto muçulmanos como cristãos são assassinados ou obrigados a fugir das suas casas, por atos que considerou "brutalidade sectária que está a mudar a demografia do país."

Assistência

Ban disse que a resposta internacional ainda não corresponde à gravidade da situação e pediu mais ações para impedir o aumento das atrocidades. O outro objetivo é proteger aos civis, restaurar a lei e a ordem, prestar assistência humanitária e manter o país unido.

Para o responsável, a ação dos países deve ser robusta, coerente e rápida com vista a impedir um cenário agravado.

O chefe da ONU elogiou o Conselho de Segurança pelo reforço da Missão Política da ONU, Binuca. O órgão foi igualmente enaltecido por ter autorizado a implantação de uma operação militar da União Europeia de apoio à Misca e a intervenção da força francesa sangaris.

Operação Militar

À comunidade internacional Ban pediu que apoie às forças africanas e ao bloco continental. Para a União Europeia, o apelo foi que acelere a implantação da sua operação militar.

Ban disse ter abordado o assunto com o Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, a quem pediu que considere o envio de tropas adicionais. Em dezembro o país implantou 1,6 mil soldados na República Centro-Africana.

Por seu turno, as Nações Unidas prometeram intensificar esforços na segurança, na promoção da reconciliação, na monitoração dos direitos humanos e na criação de tribunais móveis "com vista a fazer justiça."

 

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