Estudo da ONU revela condições dos sírios que estão sitiados

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Escritório dos Direitos Humanos afirma que 240 mil pessoas continuam sob cerco em várias regiões dominadas pelo governo ou milícias da oposição; pessoas que saíram de Homs ficaram 600 dias sitiadas.

Distribuição de alimentos na área rural de Damasco. Foto: Unwra

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um novo estudo da ONU revela que cercos impostos tanto pelo governo da Síria quanto pelos grupos armados da oposição resultaram na morte de civis e em grande sofrimento para a população. 

Pelo menos 240 mil pessoas continuam sitiadas em várias regiões da Síria. O levantamento é do escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos. O estudo traz dados sobre a área rural de Damasco e as cidades de Damasco, Homs e Aleppo. 

600 Dias

Navi Pillay cita a situação na cidade Velha de Homs, já que recentemente, várias famílias foram finalmente retiradas da área. Segundo Pillay, os civis ficaram sitiados por mais de 600 dias.

A alta comissária destaca que o estudo mostra que essas pessoas estão sob "miséria absoluta" e manter essa população com fome está sendo usada como tática de guerra.

Pillay lembra que privar os civis de bens essenciais para sobrevivência é proibido pela lei internacional dos Direitos Humanos. O estudo afirma que governo e oposição impedem o movimento de pessoas e bens por meio de barricadas e pontos de checagem.

Mortes

Só em Ghouta, mais de 173 mil pessoas estão cercadas. Nos casos de áreas sitiadas por imposição do governo, há relatos de bombardeios que chegaram a causar mortes.

Por meio de entrevistas via Skype, vários civis sitiados na Síria contaram um pouco sobre a situação. Um ortopedista da cidade velha de Homs disse que ele não consegue realizar cirurgias simples e por isso, em alguns casos os pacientes ficaram paralíticos.

Também esta quarta-feira, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, expressou "choque" com o assassinato de 18 pessoas no sul da Síria.

A Unrwa deplorou a explosão perto de uma escola para refugiados em Muzeiribi. Entre os mortos pelo ataque estão cinco crianças palestinas refugiadas na Síria e um funcionário da agência. Dezenas de pessoas também ficaram feridas.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 23 DE JANEIRO DE 2018
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