Embaixador brasileiro vê futuro promissor para Guiné-Bissau

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Antonio Patriota disse que a realização de eleições livres e justas é essencial para isso; ele afirmou que país africano, "irmão do Brasil", tem condições de ser uma nação estável, democrática e com boas instituições.

Antonio Patriota discursa no Conselho de Segurança. Foto: ONU/JC McIlwaine

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O embaixador do Brasil junto à ONU, Antonio Patriota, disse que vê um futuro promissor para a Guiné-Bissau e que o passo essencial para que isso aconteça é a realização de eleições gerais livres, justas e democráticas.

Patriota, que é o presidente da Comissão para Consolidação da Paz no país, fez a declaração em pronunciamento esta quarta-feira no Conselho de Segurança.

Eleições

Em entrevista à Rádio ONU, logo depois do discurso em Nova York, ele falou um pouco mais sobre as eleições.

"Nós esperamos que esse último atraso para 13 de abril seja o último e que elas possam ser realizadas. Mas a partir da constituição de um governo legítimo, do restabelecimento da ordem e com o apoio da ONU, o país africano e irmão do Brasil tem condições de ser uma nação estável, com boas instituições e democrático."

O embaixador brasileiro disse que a Guiné-Bissau tem a possibilidade de aproveitar o potencial econômico em benefício de uma população que é relativamente pequena.

Potencial

Para ele, o país tem um grande potencial agrícola e não há razão para importar alimentos. Patriota citou ainda o potencial dos setores de pesca e de  turismo e a riqueza mineral da Guiné-Bissau.

No pronunciamento, Patriota propôs três objetivos realizáveis para o país. O primeiro deles é que o novo governo exerça seu mandato de uma maneira eficaz e que passe o poder para um outro governo democraticamente eleito.

No plano econômico-social, o embaixador brasileiro afirmou ser importante que todos trabalhem para a melhora dos indicadores do país em todos os aspectos, inclusive de educação, saúde, segurança alimentar e  desenvolvimento rural.

Militares

Em terceiro lugar, Patriota falou sobre a importância da reforma e da modernização do sistema de defesa e segurança do país. Ele falou sobre o papel dos militares.

"Os militares asseguram a defesa, a segurança do país, mas não se envolvem em política. Protegem os governantes democraticamente eleitos e assim, contribuem para um desenvolvimento que também represente uma evolução positiva do ponto de vista das instituições e da plena cidadania da população de Guiné-Bissau."

Progresso

No debate no Conselho de Segurança sobre os progressos no processo de estabilização da Guiné-Bissau, o representante do Secretário-Geral para o país, José Ramos Horta,

José Ramos Horta discursa por videoconferência da Guiné-Bissau. Foto: ONU/JC McIlwaine

considerou um recorde "surpreendente e impressionante" o desfecho do recenseamento para as eleições marcadas para 13 de abril.

Discursando em inglês de Bissau, por videoconferência, Ramos Horta disse que os dados provisórios apontam para o registro de mais de 770 mil pessoas que correspondem a pelo menos 95% dos eleitores.

O representante afirmou que estão criadas as condições técnicas para a votação e que eles não devem considerar mais nenhum adiamento. Horta pediu uma resposta robusta do Conselho para tentativas de minar as eleições gerais na Guiné-Bissau.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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