Agências da ONU pedem mais ajuda para as Filipinas

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Objetivo é manter assistência de alimentos e dinheiro para os mais necessitados; maioria das pessoas continua vivendo em casas danificadas ou parcialmente destruídas pelo tufão e pelo terremoto que atingiram o país no ano passado.

Crianças atingidas pelo tufão Haiyan nas Filipinas. Foto: Unicef

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Várias agências da ONU estão pedindo mais ajuda para as Filipinas depois do país ter sido atingido por um terremoto e por um tufão no ano passado.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, conseguiu enviar comida para mais de 2,8 milhões de pessoas que perderam tudo com a passagem do tufão Haiyan, em 8 de novembro de 2013.

Escola

O PMA está fornecendo também ajuda monetária a 500 mil pessoas para que elas possam cobrir os gastos básicos. A ideia é não só ajudar aos que precisam mas, ao mesmo tempo, impulsionar a economia local.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que ajudou 420 mil crianças a voltarem para a escola.

Esses menores vivem nas áreas mais atingidas pelo tufão. A agência alerta que muito ainda precisa ser feito. Graças ao trabalho do Unicef e de parceiros, os alunos estão estudando em salas de aula improvisadas.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, pediu atenção da comunidade internacional para um esforço de recuperação de longo prazo para o país asiático.

A OIM informou que só recebeu 30% do pedido de US$ 57,6 milhões, quase R$ 140 milhões, para cobrir os gastos pelos próximos seis meses.

Trabalho

A Organização Internacional do Trabalho, OIT,  disse que os filipinos não estão pedindo muito. A presença humanitária da OIT na região continua forte.

Segundo a organização, os programas de resposta estão expandindo com o apoio dos governos da Noruega e do Japão, do Conselho Marítimo Internacional e de outros parceiros.

A OIT disse que muita coisa ainda precisa ser feita e que as vítimas do tufão Haiyan têm um pedido em comum. Elas querem um trabalho decente para que possam recuperar seus estilos de vida.

Terremoto

Já em relação ao terremoto que atingiu a região de Bohol, o Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, alertou que ainda há uma grande necessidade de abrigos e serviços de saúde.

A coordenadora do Ocha no país, Luíza Carvalho, pediu uma doação extra de US$ 19 milhões, mais de R$ 45 milhões, para a compra de barracas e também para cobrir os gastos com serviços de saúde e educação.

Segundo o Ocha, a maioria das quase 400 mil pessoas que perderam suas casas continua vivendo em barracas ou nas próprias residências danificadas.

Saúde

Muitos alunos estão frequentando escolas temporárias em tendas como medida de segurança contra um novo terremoto até que novas instalações sejam construídas.

O mesmo acontece com as pessoas doentes. Desde a tragédia em 15 de outubro, os pacientes estão sendo atendidos em locais alternativos e barracas porque as 25 clínicas e um hospital de Bohol foram completamente destruídos pelo tremor de 7.2 na escala Richter.

O plano de ação do Ocha precisa de US$ 33,8 milhões, mais de R$ 81 milhões, para cobrir os gastos humanitários na região até abril.

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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