Valerie Amos: "2014 começa com crises humanitárias severas"

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Chefe do Escritório de Assistência Humanitária da ONU destaca reunião no Kuweit para levantar fundos para Síria; US$ 6,5 milhões são necessários também para estabilizar países vizinhos, como Líbano.

Valerie Amos. Foto: ONU/Violaine Martin

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

A chefe do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, concedeu uma entrevista a correspondentes esta quinta-feira, na sede da organização, em Nova York. Valerie Amos afirmou que o ano de 2014 já começa com "crises humanitárias severas."

Ela lembrou que o ano passado foi encerrado com três grandes emergências: Síria, República Centro-Africana e Filipinas.

Assistência

Para Valerie Amos, as "múltiplas crises humanitárias severas" ameaçam a vida de milhões de pessoas. A subsecretária-geral lembrou que o Ocha precisa este ano de US$ 12,9 bilhões para levar assistência a 52 milhões de pessoas.

Segundo Amos, devido à piora da situação no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, e à continuação da crise na Síria, os recursos do escritório estão no limite.

Só para a Síria e países vizinhos, o Ocha pediu US$ 6,5 bilhões, o maior apelo já feito para um único país. Entre deslocados internos e refugiados, 9 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária.

Militarização

Valerie Amos destacou que o colapso da infraestrutura síria, a continuação de ataques contra civis e a militarização de escolas e hospitais ainda são motivo de grande preocupação.

A chefe do Ocha disse ainda que será realizada no próximo dia 15 a 2ª Conferência Humanitária de Doadores para a Síria, no Kuweit, com a participação do Secretário-Geral Ban Ki-moon.

De acordo com Amos, o valor solicitado pelo Ocha é necessário não só para a ajuda dentro da Síria, mas também para a estabilização das nações vizinhas que recebem refugiados, como Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia.

Tufão

A representante das Nações Unidas ressaltou que na Síria, na República Centro-Africana e no Sudão do Sul, continuam as violações de direitos humanos.

Valerie Amos também lembrou que a assistência aos filipinos irá continuar este ano, após a destruição causada pelo tufão Haiyan, que afetou mais de 4 milhões de pessoas.

Segundo a chefe do Ocha, a dimensão e a complexidade das várias crises pelo mundo vão continuar impondo desafios para o sistema de ajuda humanitária internacional.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE ABRIL DE 2014
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