Reunião internacional no Rio de Janeiro debate saúde e segurança

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Mais de 50 especialistas de 12 nacionalidades estão reunidos na cidade no evento apoiado por ONU, OEA e Fundação Oswaldo Cruz; objetivo é avançar nos critérios científicos que orientarão os países da ONU nas novas metas de desenvolvimento sustentável.

Seminário “Indicadores de Justiça e Violência”. Foto: Felipe Siston

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

A ONU, a Organização dos Estados Americanos, OEA e a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, estão debatendo as metas de desenvolvimento das Nações Unidas pós-2015.

O Seminário "Indicadores de Justiça e Violência para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015", no Rio de Janeiro, reúne mais de 50 especialistas, entre representantes de governo, organizações internacionais, e acadêmicos.

Desafios

O evento é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e faz parte da redefinição das metas da ONU para substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODM, e incluir, na agenda futura, temas como as seguranças cidadã e humana.

O coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, falou sobre os desafios.

"O desafio agora é resumir em indicadores e definir a natureza desse compromisso político que os países vão adotar para melhorar a condição de paz e segurança como condição essencial para o desenvolvimento humano".

Violência

De acordo a pesquisadora Fátima Marinho, que apresentou dados da Organização Pan-Americana de Saúde, Opas/OMS, alguns países ainda enfrentam dificuldades em registar números de violência.

"A Venezuela é um grande exemplo, 30% dos eventos classificados como agressão, que é uma grande agregação, 30% desses eventos são de intenção não determinada. Portanto, não são homicídios porque eu não classifiquei a intenção. Essa é uma forma bastante comum de esconder homicídio."

Segundo Marinho, em algumas nações africanas calcula-se que apenas 10% dos homicídios sejam registrados. O subregistro também afeta países das Américas, onde nos últimos 10 anos 1,15 milhão de pessoas foram assassinadas. Venezuela e Paraguai, por exemplo, apresentam valores de subregistro próximos de 30%.

Na agenda desta terça-feira, o seminário vai discutir temas como novas técnicas de coleta de dados e análises em violência e segurança pública.

O chefe da equipe do Departamento de Prevenção e Recuperação de Crises do Pnud, Samuel Doe, afirmou que a meta do encontro é fazer a conexão entre o debate científico e os realizadores de políticas.

Nesta entrevista à Rádio ONU, ele disse que "esses objetivos devem ser mensuráveis, efetivos e devem servir para avaliar a performance dos Estados."

O encontro ocorre na Escola Nacional de Saúde Pública, Ensp, no campus de Manguinhos da Fiocruz, e contou com a presença da secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça do Brasil, Regina Miki, do diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Centro RIO +, Rômulo Paes, e do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

Apresentação: Edgard Júnior.

*Com reportagem de Felipe Siston do Unic-Rio.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 27 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 27 DE AGOSTO DE 2014
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