Governo e oposição da Síria mostram divergências em Montreux

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Ministro das Relações Exteriores diz que somente o povo sírio pode decidir o futuro político do país; representante da oposição reafirma que presidente Bashar al-Assad precisa sair do poder para o sucesso da Conferência de Paz.

Walid al-Mouallem e Ahmad Jarba

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O governo da Síria e o representante dos grupos de oposição também discursaram na cidade suíça de Montreux esta quarta-feira.

Durante a Conferência de Paz sobre a Síria, o ministro sírio das Relações Exteriores acusou muitos representantes dos países que participam do evento de "ter as mãos manchadas do sangue dos sírios."

Colapso

Walid al-Mouallem falou que aquele era o "momento da verdade", pois segundo ele, muitos criam mentiras ou falsificam informações sobre o confronto. O ministro afirmou, no entanto, que o país está em colapso extremo e ressaltou o sofrimento dos civis nos últimos três anos.

No encontro, conhecido como Genebra 2, al-Moaullem destacou que há nações que "financiam o terrorismo em seu país e tentam dar uma lição de democracia" à Síria. Durante o discurso, ele foi interpelado pelo Secretário-Geral da ONU por ultrapassar o tempo destinado aos oradores de 10 minutos. O ministro falou cerca de meia hora.

Direito

O chanceler afirmou que "ninguém no mundo" tem o direito de tirar a legitimidade do presidente Bashar al-Assad, a não ser o povo sírio. Segundo ele, qualquer decisão da conferência deve ser submetida a um referendo popular.

O presidente da Coalizão Nacional da Síria falou em nome da delegação da oposição. Segundo Ahmad Jarba, "o povo sírio chora seus mártires", pessoas que morreram em nome da liberdade do país.

Resolução

Para o chefe da oposição, os sírios "são vítimas de um só homem que continua no poder". Jarba citou a alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, ao lembrar que Navi Pillay já alertou para crimes de guerra que ocorrem no país.

Ao discursar em Montreux, o presidente da Coalizão Nacional da Síria classificou a situação no país de "uma das piores catástrofes desde a 2ª Guerra Mundial" e disse estar determinado a resolver o conflito.

Tempo

Ahmad Jarba disse que a oposição está pronta para fazer todos os esforços que levem ao sucesso da conferência". Ele explicou que os grupos de oposição são formados "por sírios que lutam contra todas as formas de terrorismo".

O presidente da Coalizão Nacional defendeu a saída do presidente Bashar al-Assad do poder e disse que só o fato de se considerar que ele continue no cargo já é contra os princípios do encontro.

Jarba encerrou seu discurso dizendo que neste momento, o tempo é sinônimo de "sangue" derramado para os sírios.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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