Ban diz que Conferência sobre Síria traz esperança frágil, mas real

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Secretário-Geral abriu encontro em Montreux, na Suíça, pedindo a todos os lados que cooperem para resolver a crise que já matou mais de 100 mil pessoas desde março de 2011; participam do encontro cerca de 40 países, Brasil é o único de língua portuguesa.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a participação de todos para resolver a crise na Síria.

A declaração de Ban foi feita, esta quarta-feira, na abertura da Conferência Genebra 2, em Montreux, na Suíça.

Destruição e Morte

Cut 1 Ban

Ban lembrou que, pela primeira vez, o governo sírio, a oposição, países da região e membros da comunidade internacional estão reunidos para produzir uma solução política para uma situação de morte, destruição e deslocamentos de milhões de pessoas.

O chefe da ONU disse que a Conferência Genebra 2 representa uma esperança frágil, mas verdadeira de se alcançar a paz.

O conflito na Síria, que começou em março de 2011, já matou mais de 100 mil pessoas e obrigou 9,5 milhões a fugirem de suas casas por causa da violência. Deste total, 3 milhões estão vivendo nos países vizinhos como Jordânia e Líbano.

Oportunidade e Responsabilidade

A Conferência Genebra 2 conta com a participação de cerca de 40 países. O Brasil é a única nação de língua portuguesa convidada para o encontro. O país está sendo representado pelo secretário-geral do Itamaraty, Eduardo dos Santos.

Ao se referir aos representantes sírios, do governo e da oposição, Ban Ki-moon disse que eles têm uma grande oportunidade e responsabilidade de prestar um serviço histórico para o povo sírio.

Ban lembrou que protestos pacíficos por mudanças acabaram virando uma sangrenta guerra civil. Ele disse que se os líderes do governo sírio tivessem escutado com mais atenção e humildade as preocupações da população, a Genebra 2 talvez não fosse necessária.

O Secretário-Geral afirmou que o desastre agora é abrangente. Ele disse que é impossível viver em algumas cidades. Escolas, hospitais, mercados, residências, igrejas e templos foram destruídos. Carros-bomba, homens-bomba e ataques com foguetes aterrorizam as pessoas em várias partes do país.

Falta de Lei

Além disso, Ban disse que o caos e a falta de lei atraíram criminosos e combatentes estrangeiros. Grupos radicais estão impondo sua visão destrutiva e perigosa.

Os ataques contra civis continuam com todos os lados demonstrando um desrespeito total pelas suas responsabilidades diante da lei internacional humanitária e de direitos humanos.

O Secretário-Geral afirmou que a violência e os ataques contra civis têm que acabar. Ele pediu também ao governo e a oposição que permitam a criação de corredores humanitários para levar ajuda aos que necessitam.

Mais uma vez, Ban apelou a todos que demonstrem uma visão maior pela humanidade, como também de liderança com flexibilidade.

Ele disse que os sírios merecem um futuro de paz, dignidade, respeito mútuo e liberdade sem medo.

 *Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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