Marrocos abrigará Fórum Mundial de Direitos Humanos em 2014

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Primeira edição, em Brasília, teve mais de 9,2 mil participantes de 74 países; evento foi marcado por decreto que estabelece sistema nacional de combate à tortura.

Maria do Rosário discursa no Fórum Mundial de Direitos Humanos. Foto: Unic Rio

Damaris Giuliana, de Brasília para a Rádio ONU.*

O Marrocos será sede do próximo Fórum Mundial dos Direitos Humanos, no ano que vem. O anúncio foi feito esta sexta-feira, em Brasília, no encerramento da primeira edição do evento.

Em 2015, o fórum será realizado na Argentina, dando continuação à iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos do Brasil. O evento, na capital federal, foi realizado ao longo desta semana, com mais de 700 parceiros, incluindo agências das Nações Unidas.

Tortura

Ao longo de quatro dias, mais de 9,2 mil pessoas de 74 países participaram do fórum, que marcou ainda os 65 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em coletiva antes do encerramento do evento, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, falou sobre um novo decreto brasileiro.

"A presidenta Dilma Rousseff assinou neste fórum o decreto que estabelece o sistema nacional de combate à tortura. Serão 11 peritos nacionais, autorizados previamente, a entrar em delegacias, penitenciárias, instituições de permanência de idosos, instituições para pessoas com sofrimento psíquico, serão visitadas para averiguação das situações de tortura."

Unicef

A ministra afirmou ainda que um acordo firmado com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, vai ajudar o Brasil em um sistema de indicadores de direitos humanos.

Maria do Rosário disse que um dos momentos mais importantes do Fórum foi o lançamento, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, da campanha contra a "institucionalização" de crianças de até três anos.

"Vários países do mundo buscam que as crianças até os três anos de idade, quando existe uma violência nas suas casas, uma situação de abandono pelas suas famílias, que elas não fiquem num abrigo. Porque estes primeiros anos da vida da criança são justamente aqueles onde se forma a sua capacidade de amar, de respeitar, de sentir-se amada e de desenvolver a sua dimensão cognitiva."

Segundo a ministra, as famílias acolhedoras, que serão substitutas de emergência, terão a missão de fornecer cuidados aos menores.

*Apresentação: Leda Letra, com reportagem do Unic Rio.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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