Fórum Mundial de Direitos Humanos debate questão Lgbt

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Em evento da ONU, em Brasília, ativistas defendem inclusão do tema nas escolas; Unesco cria estratégia contra bullying homofóbico.

Fórum Mundial de Direitos Humanos em Brasília. Foto: Unic Rio

Damaris Giuliana, de Brasília para a Rádio ONU.*

Durante o Fórum Mundial de Direitos Humanos, que ocorre em Brasília, um grupo de ativistas discutiu o combate à violência contra a população Lgbt, sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

O debate, na quarta-feira, foi destaque na reunião organizada pelas Nações Unidas. Para a presidente da Associação de Travestis de Salvador, Keila Simpsom, que participa do Fórum, a violência é apenas a ponta do iceberg.

Nome

"É preciso que a gente ofereça instrumentos, seja no mercado de trabalho, na educação, na sociabilização, resgatando a cidadania e a auto-estima dessas pessoas, para que elas possam então sair desse mundo violento, em que elas foram colocadas. Se tivessemos hoje no Congresso Nacional um projeto de lei aprovado, que nos garantisse a utilização do nosso nome de registro como nós desejamos, metade dessa violência já acabaria, porque nós seríamos entendidas no mundo como a gente se compreende, no gênero que a gente desejasse."

Já para o professor Kléber Fábio, que sofreu violência homofóbica e adquiriu o HIV com 16 anos, muitos docentes ainda não estão preparados para lidar com o tema junto com os alunos.

Escolas

"Por não aceitar a homossexualidade, minha família sempre foi religiosa, então eu sempre tive a homossexualidade como uma moral carregada e tentei suicídio duas vezes. Mas eu percebi que podia contribuir para um mundo melhor estudando e assim, fui saindo da minha ignorância. Nós temos esse despreparo dos professores, porque eles chegam na sala de aula e não sabem lidar com essa condição."

A inclusão do tema nas escolas também é defendida pelo deputado federal Jean Wyllys, do Psol, que participa do Fórum de Direitos Humanos.

Estratégia

"As escolas não estão preparadas para lidar com os alunos transexuais, com alunos gays e lésbicas, que assumem a sua identidade sexual muito cedo. Vai de mal a pior. A gente tem que financiar essa escola, uma escola cujo currículo esteja preparado para isso. Tem que tratar de sexualidade, para impedir que meninas engravidem precocemente e inclusive a educação sexual vai proteger adolescentes e crianças do abuso."

Recentemente, a Unesco criou  uma estratégia de apoio político-educacional. O guia "Respostas do Setor de Educação ao Bullying Homofóbico" é uma ferramenta de orientações práticas para enfrentar a violência Lgbt nas escolas e tornar a educação mais segura para todos.

O Fórum Mundial de Direitos Humanos termina esta sexta-feira.

*Apresentação: Leda Letra, com reportagem do Unic Rio.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 01 DE AGOSTO DE 2014
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