Comissão da ONU quer mais mulheres participando de política partidária

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Grupo que trata sobre a situação da mulher no mundo está reunido em Nova York para analisar desafios e conquistas na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para mulheres e meninas; agenda destaca ainda o combate à violência feminina.

Assembleia da República de Moçambique. Foto: AR Moçambique

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher debate nestas quarta e quinta-feiras os desafios e conquistas para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, para mulheres e meninas.

A reunião representa um encontro preparatório para 58ª Sessão da Comissão que vai acontecer em março do ano que vem.

Política

Um dos temas debatidos este ano é o aumento da presença feminina em política partidária. Em todo o mundo, apenas 20% dos parlamentares são mulheres.

Dos países de língua portuguesa, o Brasil é o que tem menos mulheres no Parlamento, com pouco mais de 8% de parlamentares na Câmara dos Deputados. Moçambique lidera a lista de mulheres eleitas.

O especialista da ONU Mulheres, Julien Pellaux, está participando do encontro em Nova York. Nesta entrevista à Rádio ONU, ele diz que muitas mulheres não são incentivadas a entrar na política por causa de suas obrigações domésticas.

Divisão de Tarefas

“A gente tem que reconhecer que as mulheres, hoje em dia, continuam tendo as duas tarefas. Muitas mulheres trabalham, mas ao mesmo tempo em casa, são elas que têm que tomar conta das crianças, têm que fazer a comida. Isso é uma questão estrutural sobre a igualdade entre homens e mulheres. Esta questão de divisão das tarefas.”

Segundo Julien Pellaux, a participação de mulheres na política beneficia todos.

“E o que a gente vê, vários estudos mostram que quando as mulheres estão em política, elas trazem mais a ideia da sustentabilidade. De encontrar o equilíbrio entre o meio ambiente e a economia. Os homens são mais concentrados na questão da economia, da segurança, que são importantes. Mas que não podem ser tratadas em detrimento de outras questões como a do meio ambiente.”

Valores

Na declaração do Milênio, os Estados-membros reconheceram seis valores fundamentais que são importantes para as relações internacionais entre eles, liberdade, igualdade e solidariedade.

Os países reafirmaram a disposição para promover a igualdade de gêneros e dar poder às mulheres como formas eficazes de combater a pobreza e a fome.

Os Estados-membros falaram também sobre a necessidade de se garantir a igualdade dos direitos humanos para homens e mulheres e a implementação da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação a Mulheres.

Agenda Pós-2015

A Comissão vai ter como foco ainda as experiências, lições e boas práticas sobre as questões relacionadas às mulheres. O grupo vai analisar os progressos alcançados até agora, identificar as falhas e os desafios e discutir formas e meios para acelerar a implementação das ODMs para mulheres e meninas.

As autoridades vão dar prioridade também a uma visão abrangente a igualdade de gêneros e direitos das mulheres na Agenda de Desenvolvimento pós-2015.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE ABRIL DE 2014
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