Ramos Horta diz que não pode mais haver impunidade na Guiné-Bissau

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Enviado especial do Secretário-Geral da ONU disse que a situação no país está bem melhor agora depois da onda de violência há algumas semanas; ex-presidente do Timor Leste fez a declaração depois de pronunciamento no Conselho de Segurança.

José Ramos Horta discursa no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial da ONU para a Guiné-Bissau, José Ramos Horta, afirmou que não pode mais haver impunidade no país.

O ex-presidente do Timor Leste fez a declaração em entrevista à Rádio ONU, logo depois de pronunciamento no Conselho de Segurança sobre a situação no país africano.

Golpe e Anistia

"Não se pode fazer golpes e depois esperar a anistia. Mas é uma matéria para os políticos da Guiné-Bissau, é matéria para todos dialogarem e ver como encontrar um equilíbrio entre a necessidade de pôr fim a impunidade, pôr fim aos golpes militares. Mas ao mesmo tempo permitir aos militares encontrar uma saída com os políticos para essa crise."

Para o representante do Secretário-Geral, a saída da crise vai acontecer apenas através do diálogo entre os políticos e os militares.

Ele explicou que os militares são uma realidade e fazem parte da história do país. Além disso, são também fonte do problema e por isso é necessário um diálogo franco.

Situação

Ramos Horta disse ainda que a situação agora na Guiné-Bissau está bem melhor depois da onda de violência registrada há algumas semanas.

O Enviado especial do Secretário-Geral falou ainda sobre as violações dos direitos humanos no país africano.

Ele disse que alertou o Conselho de Segurança sobre a questão. Segundo Ramos Horta, o órgão está preparado para adotar ações direcionadas contra pessoas ou instituições que estão agindo fora da lei.

O ex-presidente do Timor Leste afirmou que certas instituições de segurança na Guiné-Bissau têm agido com muita prepotência, prendem e interrogam pessoas quando esse não é o papel delas.

Ramos Horta declarou que nem todos os males no país são causados pelos militares. Ele disse que muitos grupos armados agem usando uniforme e a população acaba pensando que são militares.

O enviado especial da ONU acredita que com o forte envolvimento da comunidade internacional será possível realizar as eleições em março de 2014.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 25 DE JULHO DE 2014
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