OIT: trabalho infantil não será erradicado por "falha política coletiva"

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Diretor da agência da ONU, Guy Ryder, fez a declaração em Brasília, na abertura da Terceira Conferência Global sobre Trabalho Infantil; meta é erradicar as piores formas de trabalho até 2016.

Guy Ryder no Brasil

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Começou esta terça-feira, em Brasília, a Terceira Conferência Global sobre Trabalho Infantil. Na abertura, o diretor da Organização Internacional do Trabalho, OIT, pediu aos países que redobrem os esforços para eliminar a prática.

Segundo Guy Ryder, a meta de erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2016 não será cumprida, o que é, segundo ele, uma "falha política coletiva".

168 Milhões

A OIT calcula que 168 milhões de crianças no mundo estejam trabalhando, um terço a menos do que em 2010. Mas o chefe da agência da ONU lembrou que o trabalho infantil representa apenas 27 milhões de pessoas a menos do que toda a população do Brasil.

Ryder destacou que o problema afeta todos os países, não apenas economias pobres ou em desenvolvimento. De acordo com a última estimativa global, o trabalho infantil é predominante na agricultura e setores informais da economia.

Exploração

O diretor da OIT abriu a conferência ao lado da presidente brasileira Dilma Rousseff. Ela defendeu "que todos devem às crianças um futuro sem violência, sem medo e sem exploração."

Segundo a OIT, a presidente Dilma destacou que a erradicação do trabalho infantil requer o compromisso de todas as nações e só será possível com políticas integradas e ações de governos, empregadores, trabalhadores e sociedade civil.

A conferência de três dias é organizada pelo governo brasileiro e pela OIT.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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