Israel diz que sanções contra Irã ajudam a deter ameaça nuclear

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Primeiro-ministro israelense fez o último discurso dos debates anuais de chefes de Estado e Governo da Assembleia Geral; segundo ele, mundo não pode "se iludir pela ofensiva de charme" do novo presidente iraniano. 

Benjamin Netanyahu Foto: ONU/Evan Schneider

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O primeiro-ministo de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a única maneira de conter o que chamou de "esforços fervorosos" do Irã para adquirir armas nucleares é manter as sanções internacionais ao país.

Netanyahu fez a declaração na Assembleia Geral da ONU ao realizar o último discurso da série de debates de líderes internacionais da casa. 

Comunidade Internacional

Falando para uma plateia lotada, o primeiro-ministro israelense fez um alerta sobre as intenções do governo de Teerã.

Benjamin Netanyahu afirmou que o Irã quer estar em condições de correr na construção de bombas atômicas antes que a comunidade internacional possa detectar o problema e evitar o plano.

O premiê israelense disse ainda que "as promessas recentes" do presidente do Irã, Hassan Rouhani, de cooperar com a comunidade internacional nesse tema são um "ardil".

Desvalorização

Ao explicar à Assembleia Geral o motivo de manter as sanções ao Irã, Netanyahu lembrou que a receita do petróleo iraniano caiu e que a moeda do país, o rial, sofreu grande desvalorização. Segundo ele, isso colocou o regime iraniano sob pressão para fazer com que as sanções sejam suspensas.

Ao comentar, o processo de paz israelense-palestino, Benjamin Netanyahu disse que seu país continua procurando um acordo histórico com os vizinhos palestinos que possa acabar com o conflito de uma vez por todas.

Futuro Melhor

Ele disse que permanece comprometido em alcançar uma reconciliação histórica na construção de um futuro melhor para israelenses e palestinos.

Netanyahu lembrou que muitos de seus antecessores no governo de Israel ofereceram "concessões dolorosas" aos palestinos em busca da paz.

Para o chefe do governo israelense, os líderes palestinos não se mostraram preparados para fazer as concessões necessárias para acabar com o conflito.

Ele encerrou o discurso dizendo que para alcançar a paz, os palestinos precisam reconhecer o Estado judaico e as demandas de segurança de Israel têm que ser respeitadas.

Netanyahu afirmou que "jamais irá comprometer a segurança do seu povo e do seu país" que ele chamou de "único Estado judaico" do mundo.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE SETEMBRO DE 2014
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