Brasil é país da América Latina que mais recebe investimento externo

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Segundo a Cepal, em toda a região, crescimento foi moderado durante o primeiro semestre do ano, de 6%; entre janeiro e agosto, Brasil recebeu mais de US$ 39 bilhões, principalmente na siderurgia e alimentos.

Porto em Salvador, Bahia. Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Os investimentos estrangeiros diretos para a América Latina tiveram um crescimento moderado, de 6%, no primeiro semestre do ano. Segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, 13 países da região receberam US$ 102,9 bilhões, ou mais de R$ 221 bilhões.

O Brasil foi o principal receptor desse montante. Entre janeiro e agosto, o país recebeu mais de US$ 39 bilhões, 10% a mais do que o valor investido no país no mesmo período do ano passado.

Aquisições

Segundo a Cepal, os setores mais beneficiados foram siderurgia, alimentos e bebidas e serviços financeiros, devido a "importantes aquisições empresariais."

A comissão cita a compra da fabricante de cervejas Modelo por parte da empresa belga Anheuser-Busch InBev, o que fez com que o México ultrapassasse só no primeiro semestre todo o montante estrangeiro recebido em 2012. A aquisição teve o valor de mais de US$ 13 bilhões.

Chile

O fluxo de investimento estrangeiro direto também foi 44% maior na Venezuela, 27% maior no Peru e em El Salvador e  aumentou ainda no Panamá, na Costa Rica, no Uruguai e na Colômbia. 

Mas no Chile, a entrada de dinheiro externo caiu 26%. Segundo a Cepal, houve queda também na Argentina, na Guatemala e na República Dominicana.

Saída de Dinheiro

Os dados apresentados pela Cepal nesta quinta-feira confirmam a tendência projetada pela comissão de um crescimento moderado de investimentos estrangeiros na região em 2013.

Em relação à saída de investimento direto, foi observada uma queda no primeiro semestre. A Cepal recebeu dados de 10 países, que juntos, enviaram US$ 6,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, o total havia sido de US$ 24,4 bilhões.

No Brasil, o volume foi 36% menor, porque foi acentuada a tendência das empresas brasileiras se endividarem com suas filiais no exterior, explica a Cepal.

Em geral, a comissão da ONU destaca que a expansão das empresas transnacionais latino-americanas continua alta. A agência cita grandes aquisições na região, como a compra da Nextel Perú pela chilena Entel e a colombiana Nutresa, que comprou a empresa chilena de alimentos Tresmontes Lucchetti.

A Cepal recomenda aos governos da região que aproveitem o momento para canalizar esses investimentos em setores que ajudem a mudar a matriz de produção da América Latina.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 15 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 15 DE SETEMBRO DE 2014
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