Conselho de Segurança estende mandato de Missão da ONU no Haiti

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Decisão foi tomada depois  de pronunciamento do Secretário-Geral; Ban Ki-moon  afirmou que progresso alcançado pela força de estabilização no Haiti foi considerável desde que as tropas chegaram ao país em 2004..

Integrante da Minustah com família haitiana.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, a extensão do mandato da Missão das Nações Unidas no Haiti, Minustah, até 15 de outubro de 2014.

A decisão foi tomada depois de pronunciamento do Secretário-Geral aos membros integrantes do órgão. Segundo Ban, o progresso alcançado pelas tropas de estabilização, comandadas pelo Brasil, foi considerável desde que os soldados chegaram ao país em 2004.

Criminalidade

O chefe da ONU citou a redução da criminalidade, principalmente na área da capital, Porto Príncipe, assim como a ajuda na entrega da assistência humanitária.

Pelos dados oficiais, os registros de homicídios caíram para 61 entre março e junho de 2013, comparado com os 90 durante o mesmo período do ano passado.

Tropas

Sobre a redução das tropas, Ban afirmou que até 30 de junho, 1070 militares da Minustah foram retirados do país. A Missão tem agora pouco mais de 6,2 mil soldados.

A força policial da Minustah também sofreu uma redução para 2,6 mil, menos 640 policiais.

Até 2014, o Secretário-Geral recomendou a redução de mais 1249 soldados, o que deixará a Missão com um total de pouco mais de 5 mil militares.

A Minustah participa também dos trabalhos de reconstrução do Haiti, que inclui não somente a melhora do bem-estar do povo e da segurança, mas o reparo de estradas, construção de poços artesianos, limpeza de canais e distribuição de água e comida.

Cólera

Em relação ao cólera, Ban afirmou que até junho deste ano a epidemia da doença matou 8173 pessoas e infectou mais de 664 mil. Só no primeiro semestre de 2013, 258 pessoas morreram e surgiram 28,8 mil novas infecções.

Ele declarou que a ONU continua apoiando os esforços do governo haitiano para prevenir e tratar a doença.

Ban Ki-moon disse ainda que a Organização Mundial da Saúde, a Organização Panamericana da Saúde e o Unicef estão trabalhando com vários ministérios do governo do Haiti para garantir uma resposta adequada para combater o cólera.

Resolução

Na resolução final, os 15 países integrantes do Conselho afirmaram que a redução das tropas deve ter como base a situação da segurança no país.

Para eles, deve ser levada em consideração a importância da manutenção da segurança e da estabilidade e seu impacto social e político no Haiti.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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