Ban diz que combate à pobreza deve ser prioridade na agenda pós-2015

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Em mensagem para marcar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, Ban Ki-moon diz que desigualdade entre ricos e pobres aumentou; segundo ele, é preciso ouvir quem não tem voz como indígenas, idosos, e pessoas com deficiência, entre outros.

Ban Ki-moon

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas afirmam que o combate à pobreza tem que ser uma prioridade da agenda de desenvolvimento pós-2015. Atualmente, o mundo tem 1,2 bilhão de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza.

Em mensagem para marcar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, neste 17 de outubro, o Secretário-Geral Ban Ki-moon declarou que a comunidade internacional tem dois objetivos sobre o tema.

Caminho

O primeiro é o de intensificar ações para atingir as Metas do Milênio e o segundo de, formular o próximo conjunto de objetivos após 2015. 

Ban lembrou que a única maneira de tornar a erradicação da pobreza irreversível é colocar o mundo no caminho do desenvolvimento sustentável.

Para ele, é preciso ouvir e agir por aqueles cujas vozes não são ouvidas principalmente os idosos, pessoas com deficiência, desempregados, minorias, migrantes e indígenas.

Sustentabilidade Econômica

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Brasília, o líder indígena Marcos Terena afirmou que o "desenvolvimento desgovernado" perpetua a pobreza nas aldeias.

"Apesar de quase 15% do território brasileiro ser considerado terra indígena, os avanços do chamado desenvolvimento continuam sobre as nossas aldeias, sobre as nossas famílias. E por isso que nós estamos nos organizando para debater a questão da sustentabilidade econômica e do desenvolvimento compatível que não gere tanta pobreza, mas dentro do contexto da estatística oficial, nós ainda somos tratados como pobres e dependentes da nova civilização."

Distância

Para o Secretário-Geral da ONU, apesar de os indíces de pobreza terem caído, a distância entre países ricos e pobres aumentou. Além disso, muitas meninas e mulheres continuam sem acesso à educação e saúde e à moradia adequada.

Uma grande parte dos jovens, por sua vez, não têm emprego ou a formação necessária para conseguir trabalho.

O chefe da ONU disse ainda que os impactos da perda de biodiversidade e da mudança climática afetam os pobres de forma mais severa.

Crianças e Idosos

A relatora especial sobre pobreza extrema, Magdalena Sepúlveda também emitiu uma mensagem pedindo aos países que reconheçam o valor do trabalho não pago feito em casa, com por exemplo cozinhar, tomar conta de crianças e de idosos.

Segundo ela, a distribuição desigual associada ao que chamou de "estereótipos de gênero" nesse tipo de trabalho é um assunto importante de direitos humanos. 

Sepúlveda disse ainda que os países têm que fazer algo para combater a grande tendência de mulheres a viverem na pobreza.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
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