Acnur pede a países que mantenham fronteiras abertas para refugiados sírios

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Agência da ONU está preocupada com as dificuldades enfrentadas pelos civis no deslocamento para outras nações; autoridades citam a morte de centenas de sírios num naufrágio no Mar Mediterrâneo.

Refugiados sírios. Foto: Acnur

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pediu que os países criem um corredor humanitário e mantenham suas fronteiras abertas para os refugiados sírios.

A agência da ONU está preocupada com as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que tentam fugir da Síria por causa da violência.

Brasil

O Brasil também está prestando ajuda humanitária. O país já doou quase US$ 2 milhões, mais de R$ 4 milhões, para os refugiados sírios.

Em declarações à Rádio ONU, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) falou sobre a doação do Brasil para refugiados sírios que estão vivendo nos países vizinhos especialmente Líbano e Jordânia.

“A Síria tem muitos descendentes sírios e famílias, uma presença muito significativa em vários centros brasileiros. Não só em São Paulo, mas também no Rio Grande do Sul e em todo Brasil. Eles estão fazendo parte do próprio crescimento do nosso país. É um motivo também de solidariedade humana e é uma questão humanitária. No Brasil, não só o Parlamento, mas também o Poder Executivo entendemos que a solução para o conflito da Síria só pode vir pela via política e diplomática. Nunca pela via militar.”

Naufrágio

Segundo o Acnur, centenas de refugiados sírios e palestinos morreram afogados no naufrágio de um barco que saiu da Líbia em direção à Europa.

Calcula-se que até 500 pessoas estivessem na embarcação que afundou no Mar Mediterrâneo em 11 de outubro. Apenas 200 sobreviveram.

O Acnur afirmou que um número cada vez maior de sírios está cruzando o Mediterrâneo, principalmente do Egito para a Itália. Pelos cálculos do governo egípcio, 300 mil sírios vivem no país atualmente.

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 7,5 mil sírios e palestinos chegaram à Itália. A maioria dos refugiados sírios seguiu caminho em busca de asilo em outros países.

Crianças

O Acnur cita uma preocupação, em particular, que é o aumento de crianças viajando sozinhas, sem a presença dos pais. A agência explica que com o custo muito alto da passagem, até US$ 5 mil, mais de R$ 10 mil, as famílias optam por enviar os filhos sozinhos ou na companhia de amigos ou familiares.

As autoridades alertam que nem todos os barcos completam a viagem.

O Acnur está trabalhando com vários países, a União Europeia e com outros parceiros para implementar um plano que possa salvar a vida de refugiados e migrantes que se aventuram pelo mar.

Além disso, a agência da ONU quer que as nações deem tratamento e proteção aos refugiados sírios e garantam acesso ao território e um rápido processo de asilo.

Enquanto isso, o representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, inicia neste sábado visita a vários países.

Brahimi começa a viagem pelo Egito e segue em busca de apoio para a realização da Conferência Genebra 2, para resolver a situação na Síria.

O encontro deve ocorrer até o final de novembro.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE DEZEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE DEZEMBRO DE 2014
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