Síria diz que não há guerra civil no país

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Afirmação foi feita por vice-primeiro-ministro em discurso na Assembleia Geral da ONU; Walid Al-Moualem disse que guerra é contra o terrorismo.

Walid Al-Moualem discursa na 68ª. Assembleia Geral. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O vice-primeiro-ministro da Síria, Walid Al-Moualem, afirmou que não há guerra civil em seu país. Segundo ele, o que existe é uma guerra contra o terrorismo.

A afirmação foi feita, esta segunda-feira, durante seu discurso na reunião da 68ª Assembleia Geral, em Nova York.

Comunidade Internacional

Al-Moualem disse que para confrontar o terrorismo na Síria, a comunidade internacional deve agir de acordo com a resolução 1373, do Conselho de Segurança.

Além disso, deve adotar medidas necessárias para impedir os países que financiam, enviam armas, treinam e fornecem abrigo e passagem segura para os terroristas vindos de diversas partes do mundo.

Segundo ele, os extremistas não reconhecem nenhum tipo de valor, de justiça ou de igualdade. Além disso, desconsideram quaisquer direitos ou leis.

Preocupação

Muitos dos países que discursaram na Assembleia Geral expressaram preocupação com o conflito na Síria, que começou em 2011 e já causou a morte de mais de 100 mil pessoas.

Mais de 2 milhões fugiram da Síria para nações vizinhas por causa da violência e o país registra 4 milhões de deslocados internos.

Al-Moualem afirmou que a Al-Qaeda está lutando na Síria junto com vários outros grupos associados, como o Jabhat A1-Nusrah, o Estado Islâmico no Iraque e a Brigada do Islã.

Armas Químicas

Sobre as armas químicas, o vice-primeiro-ministro afirmou que a Síria foi a primeira a pedir uma investigação sobre o uso de gases tóxicos, há vários meses.

Em setembro, uma missão de investigação da ONU confirmou o uso de gás sarin nos arredores de Damasco, a capital, e o Conselho de Segurança ordenou a destruição das armas químicas sírias.

Obrigações

Al-Moualem garantiu que seu país cumprirá com as obrigações determinadas pela Convenção para a Proibição de Armas Químicas.

Ele pediu ainda a implementação de uma área livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio.

O vice-primeiro-ministro quer também que a Conferência de Paz, chamada de Genebra II, aconteça sem précondições para que os sírios possam determinar o futuro governo do país.

Segundo Al-Moualem, agora é a hora para aqueles que declararam apoio à Síria pararem com as hostilidades e as políticas contra o país.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 01 DE OUTUBRO DE 2014
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