Diarreia e pneumonia matam menos crianças na África Subsaariana

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Estudo apoiado pelo Banco Mundial refere que ambas as doenças continuam a liderar mortes; documento aborda prestação dos lusófonos na saúde materna, tuberculose, malária e doenças crónicas.

Médico examina crianças. Foto: Banco Mundial

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As crianças da África Subsaariana têm menor probabilidade de morrer devido à diarreia e à pneumonia, revela um relatório publicado esta quarta-feira em Washington.

O estudo defende entretanto, que as duas enfermidades continuam a ser as causas mais comuns de óbitos e de doença durante a infância na maioria dos países africanos.

Desnutrição

Os problemas de saúde devido às doenças diarreicas caíram 34% entre 1990 e 2010, aponta a pesquisa do Instituto de Métrica e de Avaliação da Saúde, Ihme, que conta com o apoio do Banco Mundial.

O "Fardo Global das Doenças: Gerando Evidências, Orientando Políticas – Edição para Região Subsaariana", refere que as infeções respiratórias inferiores como a pneumonia, tiveram uma queda de 22%. A desnutrição registou uma diminuição de 17%.

Guiné-Bissau

A tuberculose continua a ser uma das 10 principais causas de incapacidade em países como a Guiné-Bissau. A nação de língua portuguesa também foi uma das que tiveram a malária a influenciar a diminuição da esperança de vida.

Ao lado do HIV/Sida, a doença é descrita no relatório como a principal causa de morte prematura e de incapacidade durante o ano de 2010, na África Subsaariana.

Moçambique e Cabo Verde

Moçambique foi destacado pelo aumento da mortalidade materna entre mulheres de 25 e 29 anos, entre 1990 e 2010, um fenómeno que contraria a tendência regional verificada desde 1970.

Cabo Verde está entre os países de renda média com as taxas muito mais baixas de doenças transmissíveis, de recém-nascido, problemas nutricionais e de saúde materna. Mas os cabo-verdianos tiveram mais casos de doenças do coração e de acidente vascular cerebral.

Incapacidade

O tipo de doenças, aliadas a outras como depressão e diabetes aumentaram a incidência nos países de renda média durante os 20 anos que foram analisados.

O Ruanda teve o maior desempenho no combate à malária ao ter registado um decréscimo de 56% na taxa de anos de vida saudável perdidos devido à doença. Já o Botswana, reduziu a taxa de morte prematura e a incapacidade devido ao HIV/Sida em torno de 66%.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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