União Interparlamentar renova apelo por solução política na Síria

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Presidente do órgão acredita que ameaça de ação militar poderá levar a mais violência no país, onde 100 mil pessoas já morreram; apesar da situação da segurança, agências da ONU continuam ajudando deslocados e refugiados.

Refugiados sírios. Foto: Acnur

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A União Interparlamentar renovou nesta sexta-feira o apelo por uma solução política urgente para o fim da guerra civil na Síria. Para o presidente do órgão, Abdelwahad Radi, a ameaça iminente de uma ação militar poderá gerar mais violência no país, onde 100 mil pessoas já foram assassinadas.

A União Interparlamentar é a organização internacional dos parlamentos, da qual fazem parte mais de 160 países.

Consenso

Em Genebra, a porta-voz da entidade, Jemini Pandya, defendeu a necessidade de um consenso internacional sobre uma solução política.

A porta-voz da União Interparlamentar disse faltar uma "vontade política para que o conflito termine de uma maneira pacífica" e a organização acredita que essa vontade precisa ser encontrada.

A entidade elogiou a decisão do Parlamento britânico de rejeitar uma proposta do governo que buscava autorização para o uso da força militar na Síria.

Ajuda Humanitária

Para o presidente da União Interparlamentar, a votação contra mostrou o que parlamentos no mundo podem fazer para pressionar por alternativas pacíficas a bombas e armas.

Também nesta sexta-feira, em Genebra, várias agências da ONU anunciaram que continuam suas operações de ajuda a deslocados e refugiados sírios, apesar dos desafios de segurança.

Curdistão

Equipes do Unicef, do Programa Mundial de Alimentos, PMA, da Organização Mundial da Saúde, OMS e do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur estão sendo sensibilizadas sobre a segurança na região. Mas não há nenhum plano de evacuar funcionários da ONU da Síria.

Ao terminar uma visita a sírios abrigados no Iraque, nesta sexta-feira, o alto comissário da ONU para refugiados, António Guterres, expressou gratidão ao governo da região autônoma do Curdistão.

Lá, estão refugiados 200 mil sírios, sendo que 47 mil chegaram nas últimas duas semanas.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
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