Países da América Latina e Caribe discutem população e desenvolvimento

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Proposta da Cepal com apoio do Unfpa tem como focos centrais a igualdade e os direitos dos povos; reunião no Uruguai conta com representantes de mais de 30 países para preparar agenda regional pós 2014. 

Foto: Sebastiao Moreira/EFE

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Os países da América Latina e do Caribe estão reunidos, esta segunda-feira, para discutir a nova agenda de população e desenvolvimento para a região em Montevidéu, no Uruguai.

O encontro tem dois pontos centrais, a igualdade e os direitos dos povos. Apesar dos avanços registrados na região nas últimas décadas, muitos desafios permanecem pendentes.

Agenda

Os participantes da primeira reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento vão analisar a proposta de agenda regional feita pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Cepal, com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa.

A ideia é que com base no Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, Cipd, realizada no Cairo, em 1994, os representantes dos países possam avançar no cumprimento dos acordos estabelecidos.

Áreas Específicas

O plano tem sete áreas específicas para enfrentar os desafios pós 2014, entre elas estão os direitos e necessidades das crianças, adolescentes e jovens, envelhecimento, proteção social e desafios socioeconômicos.

Além disso a proposta abrange também a igualdade de gênero, acesso universal aos serviços de saúde, migração internacional e proteção dos direitos dos povos indígenas e dos afrodescendentes.

Segundo os últimos dados disponíveis do censo 2010, a população da região chega a 600 milhões atualmente. Calcula-se que este número aumente 11% até 2025. A previsão para 2050 é que a região tenha 750 milhões de habitantes.

Pobreza

A pobreza caiu de 48,8% para 28,8% entre 1990 e 2008. Apesar da queda, 167 milhões de pessoas vivem na pobreza e 66 milhões em situação de indigência.

Outros dados mostram que a maternidade entre adolescentes está em 13%. A mortalidade infantil também caiu a uma taxa inferior a 20 mortes por cada 1000 crianças nascidas com vida.

Entretanto, a mortalidade materna continua sendo um desafio para os países da América Latina e do Caribe.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE NOVEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE NOVEMBRO DE 2014
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