Alta comissária da ONU exige garantias judiciais sobre presos no Egito

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Em comunicado, Navi Pillay disse que autoridades egípcias devem liberar o envio de especialistas em direitos humanos para avaliar a situação no terreno; segundo agências de notícias, mais de 900 pessoas morreram desde agravamento da crise na última quarta-feira.

Navi Pillay

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A situação dos presos políticos no Egito deve ser analisada por especialistas de direitos humanos enviados ao país. O pedido foi feito pela alta comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay.

Em comunicado, emitido nesta terça-feira, ela exigiu que as autoridades egípcias deem garantias judiciais a respeito dos prisioneiros.

Policiais

De acordo com agências de notícias, desde o agravamento da violência política, na última quarta-feira, pelo menos 900 pessoas teriam morrido incluindo dezenas de policiais e outros militares.

Para o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, todas as pessoas privadas de liberdade têm de ser tratadas de forma humana e com as garantias do direito internacional.

Ainda nesta terça-feira, segundo agências de notícias, foi preso o líder religioso considerado mais importante do partido da Irmandade Muçulmana. Mohammed Badie teria sido acusado de incitação à violência e assassinato.

Estado de Emergência

O Egito declarou estado de emergência para conter os manifestantes que saíram às ruas exigindo o retorno do presidente Mohammed Mursi, deposto pelo Exército no início de julho.

A ONU informou que recebeu relatos sobre a prisão de centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana, nos últimos dias.

*Apresentação: Edgard Júnior.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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