Secretário-Geral da ONU pede ao Egito para manter calma e diálogo

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Porta-voz de Ban Ki-moon emitiu nota horas após Exército ter suspendido Constituição do país; chefe das Nações Unidas lembrou que decisões não foram aceitas pelo presidente Mohammed Mursi.

Ban Ki-moon

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

As Nações Unidas informaram que estão acompanhando com preocupação os últimos acontecimentos no Egito. Em nota, o Secretário-Geral da ONU informou que continua apoiando as aspirações do povo.

De acordo com agências de notícias, o juiz do Tribunal Constitucional do país, Adly Mahmud Mansur, foi empossado como novo líder interino do Egito, após o Exército ter colocado o presidente Mohammed Mursi em prisão domiciliar.

 

Direitos Fundamentais

Em nota, Ban Ki-moon lembrou que as decisões dos militares não foram aceitas pelo presidente Mursi.

O chefe da ONU pediu aos egípcios que mantenham a calma, uma postura de não-violência com moderação e diálogo. Ele afirmou que o momento é de grande tensão e incerteza.

Para Ban, é preciso preserver ainda os direitos fundamentais do povo egípcio à liberdade de expressão e de reunião.

Segundo ele, interferências militares em assuntos do Estado é motivo de preocupação. Ban afirmou ainda que muitos egípcios protestaram contra o que ele chamou de "frustrações e preocupações legítimas."

O Exército egípcio assumiu o controle do país na quarta-feira após ter dado um prazo de 48 horas ao presidente Mursi para que ele resolvesse os protestos de rua contra as políticas do governo e do movimento Irmandade Muçulmana.

Mohammed Mursi assumiu a presidência em junho de 2012 e ficou pouco mais de um ano no cargo até ser deposto na quarta-feira.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 30 DE OUTUBRO DE 2014
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