Preocupado com crise política, Ban liga para chanceler do Egito

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Secretário-Geral disse que país precisa de retorno rápido ao regime civil, baseado num plano claro para eleições; ele pediu o fim de toda a violência especialmente violência sexual a mulheres.

Protestos no Egito. Foto: Irin

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas afirmaram que estão "profundamente preocupadas" com a intervenção militar, realizada no Egito, na quarta-feira.

Um dia após emitir um comunicado, o Secretário-Geral da ONU telefonou, nesta quinta-feira, para o chanceler egícpio, Mohamed Kamel Ali Amr, e disse que as autoridades do país precisam proteger os direitos fundamentais de todos os cidadãos incluindo a liberdade de expressão e de reunião.

Aspirações do Povo

Ban, que está em viagem oficial à Europa, pediu ainda o fim da violência, especialmente a violência sexual a mulheres no Egito. Ele disse que o país árabe tem que retornar, rapidamente, à ordem civil com um mapa claro sobre a realização de eleições.

O Secretário-Geral encerrou a conversa telefônica reafirmando o apoio das Nações Unidas a um governo inteiramente comprometido com o povo egícpio e que atenda às aspirações dos cidadãos do país.

Ele voltou a pedir um diálogo pacífico de todas as partes do espectro político para se alcançar um caminho adiante.

Prisão Domiciliar

Segundo agências de notícias, o presidente egícpio Mohammed Mursi foi deposto e colocado em prisão domiciliar pelo Exército do país.

A presidência foi assumida pelo chefe do Tribunal Constitucional Adly Mahmoud Mansur após os militares terem dado um prazo de 48 horas ao presidente Mursi para resolver uma crise agravada por protestos de rua contra o governo e o movimento Irmandade Muçulmana.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE ABRIL DE 2014
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