Pillay pede garantia da calma e proteção dos direitos humanos no Egito

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Alta comissária da ONU também está preocupada com a prisão de integrantes da Irmandade Muçulmana; ela apela ao fim da violência e de abusos sexuais contra mulheres manifestantes.

Navi Pillay

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos está preocupada com relatos de detenção, no Egito, de integrantes da Irmandade Muçulmana, partido do presidente deposto Mohamed Mursi.

Em comunicado, emitido nesta sexta-feira, Navi Pillay apela ao fim da violência, das detenções arbitrárias e de atos ilegais de retaliação no país.

Período Delicado

Ela defende ainda "medidas sérias" para investigar "temíveis" atos de violência sexual contra mulheres manifestantes. A alta comissária pede a todos no Egito que se esforcem para restaurar a calma e garantir o respeito aos direitos humanos.

Pillay diz que o período é "delicado" e ressalta a importância do respeito e da proteção de civis. Para a representante, "os protestos em massa foram uma clara indicação de que os egípicios querem que seus direitos fundamentais sejam honrados".

Protestos

A alta comissária espera que sejam restabelecidos rapidamente "o Estado de Direito e um sistema de governo que respeite os direitos humanos de todos os egípcios.

Segundo agências de notícias, pelo menos três pessoas morreram nesta sexta-feira, em protestos no Cairo em apoio ao presidente Mohamed Mursi, que foi deposto do poder. Ele e outros integrantes de seu partido estariam detidos.

A União Africana anunciou que vai suspender o Egito de todas as suas atividades, até "que a ordem constitucional seja restaurada".

*Apresentação: Leda Letra.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
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