Número de mortes relacionadas ao HIV/Aids cai quase 40% na África

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Para Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, aumento do acesso a antiretrovirais ajudou a reduzir óbitos e elevou expectativa de vida em países do leste e sul do continente incluindo Angola e Moçambique.

Taxa de prevalência entre mulheres jovens é maior que entre homens

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Vários países da África estão registrando uma queda acentuada no número de mortes relacionadas ao HIV/Aids no sul e leste do continente.

Entre 2001 e 2011, mais de 10 nações da região conseguiram reduzir as mortes de adultos soropositivos. As maiores taxas, cerca de 50%, foram alcançadas por  Botsuana, Etiópia, Malauí, Namíbia, Ruanda, Zâmbia e Zimbábue.

Angola e Moçambique

Já Moçambique, Quênia, África do Sul e Suazilândia registraram uma queda nos casos de óbito entre 26% e 49%.

Angola, Lesoto e Sudão do Sul estão no fim da lista com redução de 5% a 25%. Já em Uganda e Tanzânia, houve um leve aumento de contaminações.

Os dados foram divulgados, nesta terça-feira, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids.

O relatório "Chegando a Zero" revelou que um aumento de mais de 1000%  no acesso ao tratamento com antiretrovirais ajudou a diminuir o número de mortes e a subir a expectativa de vida dos soropositivos na região.

Cobertura

Uma outra boa notícia é a queda de um terço na quantidade de óbitos por tuberculose relacionada ao HIV.

De 2005 a 2012, o número de pessoas com acesso a tratamento saltou de 625 mil para 6,3 milhões. Apesar de a cobertura ter ultrapassado 80% em países como Suazilândia, Ruanda e Namíbia -, Angola e Moçambique continuam com as menores taxas nesta área: menos de 60%.

De acordo com o relatório do Unaids, os casos de novas infecções entre adultos de 15 a 49 anos caiu em mais de 30%. Já entre crianças, houve uma redução superior a 50%. Um outro passo positivo foi o aumento de serviços de saúde para prevenir a contaminação vertical, de mãe para bebês, que atingiu quase 700 mil grávidas, 100 mil a mais que no ano anterior.

Testes de HIV

Mas em Angola e na Etiópia, menos de uma em cada três mulheres fez o teste de HIV durante a gravidez diminuindo assim as chances de eliminar a doença nos filhos.

O Unaids informou que as mulheres jovens são as mais afetadas pelo HIV. Somente em 2011, foram notificados 450 mil novos casos de contaminação com o vírus da Aids. A prevalência entre as africanas de 15 a 24 anos é de 4,5%, mais que o dobro do índice de homens na mesma faixa etária.

O relatório também inclui as diretrizes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, OMS, no mês passado, recomendando que as pessoas com HIV comecem a terapia com os antiretrovirais o mais cedo possível.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE SETEMBRO DE 2014
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