Cerca de 4 milhões de sírios não conseguem produzir ou comprar comida

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FAO e PMA alertam para "piora significativa" da insegurança alimentar no país; ofensivas em Homs também preocupam Nações Unidas.

Foto: FAO

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A insegurança alimentar na Síria "piorou de forma significativa" no último ano e a produção agrícola no país irá diminuir se os conflitos continuarem. O alerta está sendo feito nesta sexta-feira pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Um relatório divulgado pelas duas agências diz que colheitas, pecuária, disponibilidade e acesso à comida sofreram grande deterioração nos últimos 12 meses.

Trigo

Segundo a FAO e o PMA, se o conflito sírio continuar, a perspectiva para 2014 é de que a segurança alimentar piore. O estudo ressalta que a produção doméstica ficará severamente comprometida caso a crise síria continue sem solução.

A produção de trigo no país é de 2,4 milhões de toneladas, 40% menor do que o produzido antes dos conflitos. O preço do trigo mais que dobrou nos últimos dois anos.

A produção de frango caiu 50% na comparação com 2011 e houve queda também na pecuária e na criação de ovinos.

Desemprego e Sanções

A FAO e o PMA destacam os motivos da insegurança alimentar, como deslocamento em massa da população, interrupção da produção agrícola, desemprego, sanções econômicas e altos preços de alimentos e combustíveis.

Faltam vacinas para o setor veterinário na Síria e as agências temem que doenças no setor da pecuária sejam transmitidas para países vizinhos. Além de providenciar as vacinas, a FAO e o PMA recomendam reparos na infraestrutura rural e acesso à terra para os que tiveram de deixar suas casas.

Homs

A situação na Síria continua preocupando também o escritório de Direitos Humanos da ONU, em especial os impactos após uma ofensiva lançada por forças do governo e milicías, no dia 28 de junho, para retormar o controle de distritos em Homs.

Segundo informações do escritório, um dos bairros da cidade está enfrentando bombardeios pesados nesta sexta-feira. Os ataques estariam afetando toda a cidade antiga de Homs.

Civis

Apesar do número de vítimas ser desconhecido, o total de civis que está preso, sem conseguir sair da cidade, é de 2,5 mil a 4 mil pessoas. Há escassez de comida, água, medicamentos e eletricidade.

O escritório de Direitos Humanos cita relatos de que grupos armados da oposição estariam operando em áreas residenciais de Homs, aumentando os riscos para os civis.

As Nações Unidas pedem aos envolvidos nos conflitos que respeitem suas obrigações sob o Direito Internacional, evitem a morte de civis e permitam que a população deixe o local, sem medo de perseguição ou violência.

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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