Ban pede que forças de segurança protejam manifestantes egípcios

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Agências noticiosas referem que manifestações fizeram pelo menos 30 mortos nesta sexta-feira; Secretário-Geral expressa preocupação com episódios de violência sexual e prisões em massa em todo o país.

Ban Ki-moon

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu às forças de segurança egípcias que protejam os manifestantes e aos envolvidos na ação que o façam através de meios pacíficos.

Agências noticiosas referem que apoiantes do deposto presidente Mohamed Mursi saíram novamente às ruas neste sábado, que também foi marcado pelos funerais das vítimas dos protestos de sexta-feira.

Mortos

As manifestações atribuídas aos partidários do líder deposto fizeram pelo menos 30 mortos e cerca de 1 mil feridos, apontam os relatos. As agências citam ainda fontes da Irmandade Muçulmana referindo que devem continuar a ocupar as ruas até que o antigo líder seja reconduzido.

Em comunicado, emitido pelo seu porta-voz, Ban disse que acompanha os últimos desenvolvimentos da crise com crescente inquietação. Para o "momento crítico," um apelo foi lançado a todos os egípcios para que trabalhem juntos para restaurar a ordem constitucional de forma pacífica.

Prisões

Para o Secretário-Geral, não há lugar para a vingança ou para a exclusão de qualquer grande partido ou comunidade. O chefe da ONU expressou sua preocupação com episódios de violência sexual e de prisões em massa em todo o país.

Na quarta-feira, os militares egípcios, deram um ultimato às partes em conflito para resolver suas diferenças em 48 horas.

Governo

Findo o prazo, o presidente Mohamed Mursi foi deposto e a Constituição suspensa, no que abriu caminho para a formação de um governo interino.

Ban revelou a sua apreensão com o que chamou falhas na aplicação dos devidos processos legais e com restrições às liberdades de expressão e de imprensa.

Pontos de Vista

Ao condenar a erupção de violentos confrontos entre manifestantes, o chefe da ONU disse que o caminho a seguir deve ser determinado pelo povo do Egito, de uma forma que seja respeitada a diversidade de pontos de vista políticos.

Ban Ki-moon terminou a nota reafirmando que continua confiante que o povo egípcio possa enfrentar com sucesso os desafios atuais do país.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 27 DE AGOSTO DE 2014
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