Ban condena nova onda de violência no Egito que matou dezenas de pessoas

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Secretário-Geral disse que forças de segurança têm que proteger manifestantes, e que autoridades egípcias devem assumir inteira responsabilidade de lidar com os protestos de forma pacífica.

Ban Ki-moon

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU condenou, de forma veemente, a escalada da violência no Egito. Os novos confrontos deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos.  Os manifestantes saíram às ruas na sexta-feira e neste sábado.

Em nota, Ban Ki-moon expressou pêsames às famílias das vítimas. Ele voltou a pedir às autoridades egípcias que assumam inteira responsabilidade em lidar de maneira pacífica com as manifestações.

Reconciliação

Ban disse ainda que as forças de segurança têm que proteger todos os egípcios além de exercer respeito pelos direitos humanos. Por outro lado, o chefe da ONU disse que os manifestantes têm que protestar de forma moderada para manter a natureza pacífica de suas reivindicações.

O Secretário-Geral apelou ainda ao diálogo como meio de resolver as diferenças de opinião. Segundo ele, todos os partidos do Egito têm que investir num processo de reconciliação inclusivo.

Ban encerrou a nota dizendo que a violência não é um substituto para a solução política, e que os interesses do Egito têm que estar acima de agendas individuais, políticas e de grupos do país.

Para o chefe das Nações Unidas, o ex-presidente Mohammed Mursi e os líderes do partido Irmandade Muçulmana têm que ser libertados imediatamente, ou ter os seus casos revistos de forma transparente no país.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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