Alta comissária da ONU questiona paradeiros de líderes no Egito

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Chefe de direitos humanos, Navi Pillay, quer saber qual é a base jurídica utilizada para manter o ex-presidente Mohammed Muris e outros membros do governo deposto, detidos.

Protestos no Cairo. Foto: ONU/Centro de Notícias

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas informaram que estão à espera da resposta do governo interino do Egito sobre o paradeiro do ex-presidente Mohamed Mursi e de vários membros do governo deposto.

A alta comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, disse que enviou uma solicitação de informações ao governo interino do Egito há uma semana, mas que até agora não obteve resposta.

Protestos

Na carta, Pillay perguntou às autoridades egípcias que critérios jurídicos estão sendo usados para manter Mursi e outros integrantes da Irmandade Muçulmana presos.

Militares egípcios depuseram o governo como resultado dos protestos de rua surgidos no ínicio deste mês.

A alta comissária da ONU também perguntou ao governo interino do Egito se foram emitidos mandados de prisão antes das detenções de Mursi e outros egípcios.

Família

Na segunda-feira, o Escritório de Direitos Humanos reuniu-se com o embaixador do Egito em Genebra, pedindo informações sobre o paradeiros dos detidos.

Segundo agências de notícias, a família do presidente Mursi não sabe onde ele está desde que foi preso pelos militares.

Em 8 de julho, 50 pessoas foram mortas após protestar contra a saída do presidente Mursi.

Navi Pillay pediu o nome dos integrantes da comissão que está investigando as mortes. Ela também pediu permissão para formar uma equipe que irá acompanhar a situação dos direitos humanos no Egito.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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