Ban diz que custos sociais e políticos da seca são evidentes no mundo

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Secretário-Geral fez a declaração para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação; calcula-se que até 200 milhões de pessoas vivam em áreas áridas ou semiáridas no mundo inteiro.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon afirmou que os custos políticos, sociais e econômicos gerados pela seca são evidentes do Uzbequistão ao Brasil, da região de Sahel, na África, à Austrália.

Ban fez a declaração para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação, esta segunda-feira. Segundo ele, "o mundo não pode deixar o futuro secar".

Emergência

O chefe da ONU explicou que em maio, a Namíbia declarou emergência de seca nacional, com 14% da população sofrendo de insegurança alimentar. Ban lembrou que no ano passado, os Estados Unidos registraram a pior seca desde os anos 50, afetando 80% da agricultura.

Em 2011, a seca atingiu a região do Chifre da África, considerada a pior desde 1990, afetando quase 13 milhões de pessoas.

Previsão

O Secretário-Geral afirmou que nos últimos 25 anos, o mundo se tornou mais inclinado a secas. A previsão é a de que elas se espalhem, aumentem de intensidade e de frequência como resultado da mudança climática.

Segundo ele, os impactos de longo prazo das secas nos ecossistemas são profundos e aceleram a degradação e a desertificação dos terrenos.

As consequências incluem o empobrecimento da população e o risco de conflitos locais por água e por terras produtivas.

Escassez

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, calcula que entre 100 e 200 milhões de pessoas vivem em regiões áridas ou semiáridas com limitados recursos de água potável no mundo inteiro.

A chefe da Unesco afirmou que até 2025, dois-terços dessa população vão sofrer com uma séria escassez, causada pelo crescimento da população e da produção agrícola, além do aumento da poluição e da salinidade na água.

Alerta

A Unesco alerta que o impacto da mudança climática vai aumentar a escassez de água como também a frequência dos extremos hidrológicos. Os países mais pobres, segundo a agência da ONU, vão ser os mais atingidos.

Bokova disse que no Dia Internacional de Combate à Desertificação, as nações devem renovar o compromisso de apoio a soluções inclusivas e sustentáveis para o manejo dos recursos hídricos em áreas secas.

Ela afirmou que os desafios sobre a água são complexos e que as soluções devem ser igualmente multifacetadas.

A diretora-geral da Unesco explicou que essa situação pede uma inovação na forma de pensar e de cooperar para preservar os ecossistemas, assim como, para erradicar a pobreza e avançar nas questões de igualdade social.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 18 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 18 DE SETEMBRO DE 2014
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