Pillay celebra avanços nos direitos humanos nos últimos 20 anos

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Alta comissária da ONU alerta que apesar dos sucessos muito trabalho ainda precisa ser feito; ela fez a declaração na abertura da Conferência Viena +20, que marca o vigésimo aniversário da primeira reunião realizada em 1993 e a criação da Declaração e Programa de Ação de Viena.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, participa da Conferência Viena +20.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que avanços significativos foram alcançados neste setor desde a adoção da Declaração e Programa de Ação de Viena, Vdpa, pela sigla em inglês, há 20 anos.

Pillay fez a afirmação, nesta quinta-feira, na abertura da Conferência Viena +20, que está sendo realizada na capital austríaca. O encontro marca os 20 anos da Conferência Mundial dos Direitos Humanos, realizada em junho de 93.

Documento

Segundo a alta comissária da ONU, a conferência levou a criação do mais forte documento sobre direitos humanos já produzido nos últimos 100 anos e também do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, órgão que agora ela chefia.

Pillay disse que o Vdpa cristalizou o princípio de que os direitos humanos são universais solidificando a noção de que os países devem promover e proteger os direitos das pessoas, independentemente da posição política, econômica ou cultural.

Ela declarou que apesar dos progressos alcançados nas últimas duas décadas, o trabalho está longe de ser completado. Pillay disse que em algumas áreas o mundo fracassou na implementação dos fundamentos da Declaração e Programa de Ação de Viena.

Sonho

A alta comissária afirmou que para muitos, ainda é um sonho a inspiradora promessa do primeiro artigo da Declaração Universal de que "Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos".

O vice-Secretário-Geral da ONU, Jan Eliasson, que também participa da Conferência, disse que a Declaração de Viena representou um marco divisor.

Eliasson lembrou que era o presidente da Assembleia Geral em 2005-2006, quando os países estabeleceram os três pilares das Nações Unidas e os colocaram num mesmo nível.

Mandela

O vice-Secretário-Geral afirmou que esses pilares são: não há paz sem desenvolvimento, não há desenvolvimento sem paz e não há paz duradoura ou desenvolvimento sustentável sem os direitos humanos.

Citando as mudanças e os avanços conquistados nos últimos 20 anos, Eliasson mencionou o fim da guerra fria e do apartheid.

No caso do sistema de segregação racial, ele disse "que isso só foi alcançado graças à determinação, a sabedoria e a liderança visionária de Nelson Mandela."

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE AGOSTO DE 2014
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