ONU precisa de recursos vitais para iniciar missão no Mali

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Enviado especial do Secretário-Geral pediu ajuda aos Estados membros das Nações Unidas para que enviem tropas e equipamentos; Conselho de Segurança disse que grupo tem a tarefa de apoiar o processo político no país.

Conselho de Segurança da ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial do Secretário-Geral, Bert Koenders, pediu, esta terça-feira, aos Estados membros que contribuam com tropas e equipamentos para ajudar a Missão Multidimensional Integrada de Estabilização da ONU no Mali, Minusma.

A missão das Nações Unidas vai assumir, a partir de primeiro de julho, as responsabilidades da missão africana atualmente em ação no país, conhecida como Afisma.

Processo Político

Segundo o Conselho de Segurança da ONU, a Minusma tem como tarefa principal apoiar o processo político no Mali, que se recupera dos conflitos entre as forças do governo e dos rebeldes Touareg, que deixaram milhares de pessoas desalojadas.

Koenders, que está em Bamaco, capital do Mali, participou por video-conferência da reunião no Conselho de Segurança para discutir o assunto.

Ele falou sobre o processo de mediação e reconciliação nacional, sobre as preparações para a eleição presidencial de 28 de julho e ainda a respeito da situação humanitária e dos direitos humanos no país.

Segurança

Além do apoio ao processo político, a Minusma recebeu autorização do Conselho de Segurança para usar de todos os meios necessários para implementar as operações de segurança e de proteção aos civis.

Num relatório recente, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que ainda existem alguns desafios para a transição da Afisma para a Minusma.

Segundo ele, "o foco inicial será manter a continuidade das operações entre as duas missões para preservar os avanços feitos no setor de segurança e evitar o surgimento de um vácuo."

Ajuda

O subsecretário-geral para Operações de Paz, Hervé Ladsous, afirmou que a ONU espera continuar recebendo ajuda dos países em importantes áreas, como de inteligência e de informações, incluindo o envio de helicópteros.

A subsecretária para Apoio de Campo, Ameerah Haq, afirmou que a Minusma é das missões mais desafiadoras, do ponto de vista de logística, que a ONU já lançou até agora.

Segundo ela, entre esses desafios estão o clima, onde as temperaturas chegam a 48 graus Celsius na região, o estado precário da infra-estrutura e a vastidão geográfica da área sob a responsabilidade da missão.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 12 DE SETEMBRO DE 2014
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