ONU diz que violência ameaça Direitos Humanos no Iraque

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Relatório afirma que apesar de alguns progressos alcançados mais de 3 mil iraquianos foram mortos no país em 2012; autoridades temem retrocesso na tendência de queda da violência nos últimos anos.

Martin Kobler

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório divulgado, nesta quinta-feira, pela ONU mostrou que a violência armada ameaça a situação dos direitos humanos no Iraque.

O documento foi preparado pelo Escritório de Direitos Humanos da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque, Unami, em cooperação com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

Preocupação

O relatório mostra o panorama da situação entre julho e dezembro de 2012. A principal preocupação das autoridades é com o aumento da violência armada que pode reverter a tendência de queda dos últimos anos.

Segundo a ONU, mais de 3,2 mil civis foram mortos e cerca de 10,3 mil ficaram feridos neste período.

O enviado especial do Secretário-Geral para o Iraque, Martin Kobler, afirmou que a alta no número de mortes significa que muito mais precisa ser feito para proteger a população civil.

Diálogo

Segundo ele, a ONU tem pedido aos líderes iraquianos que dialoguem e criem políticas que tratem das causas reais do problema. Kobler explicou que muitas vidas inocentes foram perdidas.

O representante disse ainda que o Iraque ainda não respondeu ao pedido feito pelas Nações Unidas e pela comunidade internacional para suspender a pena de morte.

A chefe do Alto Comissariado para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que as penas de morte no país são geralmente aplicadas sob circunstâncias duvidosas. Segundo Pillay, 123 prisioneiros foram executados no Iraque, em 2012.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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