Mundo tem mais doadores de sangue voluntários, diz OMS

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Segundo agência, quase 83 milhões de pessoas doaram em 2011, contra 8 milhões em 2004; Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado neste 14 de junho.

Foto: OMS

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Há cerca de 30 anos, Manuel de Andrade perdeu a mãe pela falta de sangue no hospital. Desde então, o morador de São Bernardo do Campo doa sangue regularmente.

"Sou doador de sangue desde 1981. Eu comecei a doação porque perdi minha mã'e pela falta de um litro de sangue. Aí eu comecei a ser doador e até hoje, nunca parei. A cada 90 dias, estou doando. Não dá medo nenhum, faz bem para a saúde, faz bem para quem está precisando. Há pouco tempo, uma sobrinha minha quase faleceu e ela recebeu sangue não foi uma vez só nem duas. Talvez se não tivesse encontrado (sangue) tinha morrido."

Mais Transfusões

No Dia Mundial do Doador de Sangue, neste 14 de junho, a Organização Mundial da Saúde, OMS, está pedindo mais voluntários como Manuel Andrade. Segundo a agência, está aumentando em todo o mundo a necessidade por sangue para transfusões que podem salvar vidas.

Mas a OMS revela que o total de voluntários também cresce: em 2011, 83 milhões de doações de sangue foram coletadas no mundo todo, contra 8 milhões em 2004.

A agência da ONU pede a todos os países que obtenham, até 2020, 100% de seus estoques de sangue por meio da doação voluntária. Atualmente, apenas 60 países já cumprem a meta, como Quênia, Nicaragua e Turquia.

Experiência

Segundo a OMS, os progressos são necessários, já que 73 nações coletam mais da metade do estoque de sangue pagando a doadores.

De São Paulo, o economista Osvaldo Leite contou à Rádio ONU que apesar da falta de tempo, consegue doar sangue pelo menos uma vez por ano.

"O processo todo do início, do cadastro até eu ser liberado, dura no máximo 40 minutos, uma hora. Eu costumo fazer isso uma vez por ano. Eu tenho um pouco de falta de tempo, meio que uma desculpa. Mas o gesto de fazer a doação é uma lavagem da alma. Isso é muito importante, saber que você está contribuindo para salvar vidas que você nem conhece."

A OMS afirma que países de baixa e média rendas precisam de transfusões para tratar complicações no parto ou anemia em crianças.

Já em nações ricas, a transfusão é utilizada durante cirurgias, transplantes de órgãos e tratamento do câncer.

Ouça o depoimento de Osvaldo Leite. 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE NOVEMBRO DE 2014
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