Moçambique: novo representante da FAO revela aposta na agricultura familiar

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Em entrevista à Rádio ONU, Castro Camarada garantiu aposta em parcerias multsetoriais para combater a fome; responsável diz acreditar num país sem fome.

Castro Camarada

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo

O novo representante da FAO em Moçambique, Castro Camarada, defende um maior investimento na agricultura familiar com vista a redução da pobreza e da fome no país.

O responsável sustentou esta posição na primeira entrevista à Rádio ONU, na capital moçambicana, Maputo, após assumir novas funções na FAO no país na última terça-feira.

Objetivos

"Na maior parte dos nossos países em África, e acho que é semelhante em Moçambique, a maior percentagem da incidência da pobreza acontece com maior acuidade no meio rural e temos nesses meios, como atividade fundamental, a agricultura e atividades afins. De maneiras que nós temos que pôr algum foco. A atividade tem que ser muito focalizada, temos que ir para objetivos estratégicos e pôr alguma ênfase no trabalho que se faz ao nivel das comunidades".

O académico angolano considerou extremamente importantes o combate à subnutrição e a garantia da segurança alimentar, devido ao impacto que têm sobre setores de desenvolvimento como a saúde e educação. Castro Camarada garantiu, por isso, que vai apostar em parcerias multissetoriais.

 Parceiros

"O que eu pretendo fazer, em colaboração com os outros parceiros, é melhorar a contribuição que a FAO tem que dar. Este é um desafio que tem que ser enfrentado por vários parceiros, tanto do lado do Governo, quanto por outros parceiros do setor privado, da academia".

Apesar de se mostrar satisfeito com os progressos de Moçambique na agricultura, o responsável reconheceu que as autoridades moçambicanas ainda não conseguiram atingir as metas preconizadas no setor. Mas segundo referiu, o país está no bom caminho para erradicar a fome.

Progressos

"É um desafio grande. Tem havido algum progresso, mas muito provavelmente ainda não se conseguiu atingir as metas preconizadas. Acho que sim, um Moçambique sem fome é possível, sem dúvida alguma. Há exemplos de paises onde progressos muitos grandes foram feitos num relativo espaço de tempo".

Recentemente, a FAO homenageou 38 Estados por terem reduzido para metade o número de pessoas que passam fome nestes países. Castro Camarada disse estar otimista quanto à integração de Moçambique nesta lista.

Investimento

"Aquilo que eu espero é que Mocambique venha a fazer parte desta lista muito brevemente. Espero que Moçambique caminhe para lá. Nao é um desafio muito simples, mas acho que existem condições neste país para que sejam alcançados. Acho que os conteúdos programáticos, os planos de investimento no setor que existem e estão definidos e aquilo que nós precisamos fazer é juntos darmo-nos as mãos e apoiarmos o governo e a população a atingirem estas metas".

Uma nota da FAO em Moçambique refere que Castro Camarada, formado em agricultura, é uma das mais proeminentes referências africanas nos esforços de promoção da segurança alimentar e nutricional. Antes da sua nomeação, o ex-professor universitário foi coordenador subregional para África Oriental e representante da FAO na Etiópia.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE ABRIL DE 2014
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