Ifad: dinheiro enviado por migrantes poderia impulsionar economias rurais

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Remessas que chegam à terra natal de trabalhadores que vivem em outros países poderiam gerar US$ 30 bilhões em investimentos rurais; agência da ONU pede mais estratégias na área.

Foto: Ifad

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O dinheiro enviado por migrantes para sua terra natal poderia gerar US$ 30 bilhões por ano, ou R$ 67 bilhões, para investimentos em áreas rurais, caso iniciativas no setor fossem ampliadas.

Os números são do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad. Segundo a agência da ONU, as remessas "podem ajudar os trabalhadores rurais a sair da pobreza e da exclusão".

Alto Custo

O Ifad defende mais estratégias para investir os US$ 200 bilhões enviados pelos migrantes todos os anos a áreas ruais. Mais de 215 milhões de pessoas no mundo vivem fora de seu país de origem.

A maior parte das famílias que recebe o dinheiro depende de serviços de transferência monetária que são caros, destaca a agência.

Desenvolvimento

Apesar da prevalência global de transferências eletrônicas de dinheiro, a maioria dos migrantes está excluída de sistemas financeiros modernos e são forçadas a realizar mais de 1 bilhão de remessas separadas todos os anos.

Segundo o Ifad, reduzir o custo dessas transações deve ser uma prioridade, que afirmaria o papel importante das diásporas para o desenvolvimento rural e agrícola.

O alerta da agência foi feito durante uma reunião conjunta com o Banco Mundial em Roma, com a participação de representantes dos países do G-8, o grupo das maiores economias do mundo.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE JULHO DE 2014
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