FMI: Economia deve recuperar, apesar das dificuldades na Guiné-Bissau

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Previsões apontam que Produto Interno Bruto cresça em torno de 3,5% neste ano; órgão considera que crises políticas persistentes devem comprometer financiamento externo.

Foto: Governo da Guiné-Bissau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, prevê uma ligeira recuperação do crescimento económico na Guiné-Bissau em 2013. Entretanto, o órgão refere que, no geral, as previsões difíceis devem prevalecer.

Uma análise da situação do país indica que o Produto Interno Bruto, PIB deverá aumentar até cerca de 3,5%, com a possível recuperação das exportações de castanha de caju aliada ao apoio de parceiros regionais.

Crise

Em nota, publicada esta terça-feira, o Fundo adverte que as perspetivas a curto prazo dependem de uma rápida resolução da crise política, que ditou a contração da economia na ordem de 1,5% em 2012. 

O golpe militar de abril do ano passado é tido como responsável pelo retrocesso nos progressos alcançados nas políticas macroeconómicas implementadas pelo país nos anos anteriores.

Exportação

A ação golpista também resultou numa queda acentuada nos volumes de exportação da castanha de caju, o principal produto de exportação guineense. Além disso, o FMI destaca a suspensão da ajuda dos doadores tradicionais, parcialmente compensada pelo aumento do apoio orçamental pelos países da região.

A subida dos preços foi impulsionada pela escassez de alimentos e de combustíveis, mas o seu impacto sobre a inflação global baixou devido fraca demanda doméstica. Estima-se que a inflação acumulada durante o ano passado foi de 2%.

Financiamento

O órgão adverte que as crises políticas persistentes poderão continuar a comprometer os fluxos de financiamento externo, resultando em derrapagens fiscais e num abrandamento do crescimento económico.

Um outro risco apontado pelo FMI é o atual atraso da campanha de exportação da castanha de caju, ao lado da ameaça representada pelo aumento do desemprego na zona euro. A crise europeia "pode ter um impacto negativo sobre a renda e a demanda internas."

Confiança dos Doadores

As autoridades guineenses foram aconselhadas a restabelecer a estabilidade macroeconómica, normalizar a situação política, restaurar a confiança dos doadores e investidores e acelerar as reformas estruturais.

Com as medidas deverão ser reduzidas as vulnerabilidades e garantido um crescimento sustentável e inclusivo.

A médio prazo, o FMI considera importante a construção de espaço fiscal além de esforços para aumentar as receitas. Para tal é recomendado o alargamento da base tributária e fiscal, reformas na administração aduaneira e o reforço da gestão das finanças públicas.

*Apresentação: Denise Costa.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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