Conflitos armados criam ameaças sem precedentes para as crianças

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Relatório sobre o tema foi apresentado pela representante especial do Secretário-Geral, Leila Zerrougui; documento inclui exemplos de dezenas de países, como Síria e Mali.

Leila Zerrougui

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Crianças vivendo em meio a conflitos armados enfrentam "ameaças sem precedentes", como recrutamento, violência sexual, assassinatos, mutilação e ataques contra hospitais e escolas.

Essas graves violações estão no último relatório anual sobre crianças e conflitos armados, divulgado na quarta-feira pela representante-especial do Secretário-Geral para o tema.

Preocupação

Segundo Leila Zerrougui, em 2012 o mundo viu situações "preocupantes na Síria, Mali e República Centro Africana". O relatório traz informações sobre esses e outros 18 países.

O Exército de Resistência do Senhor também é citado no documento, já que suas ações tem impacto na vida das crianças da República Democrática do Congo, República Centro Africana e Sudão do Sul.

Lista

O relatório lista 55 grupos ou forças armadas responsáveis pelo recrutamento de crianças durante os conflitos, violência sexual e assassinatos.

O Secretário-Geral Ban Ki-moon diz no documento que o peso dos conflitos nas crianças é "inaceitável e intolerável" e apela aos governos para o fim imediato de bombardeios em áreas civis.

Sobre a Síria, a ONU recebeu relatos de crianças mortas ou feridas por bombas, atiradores, usadas como escudo humano ou vítimas de "táticas de terror". Meninos de apenas 10 anos foram recrutados por grupos armados.

Escolas

Milhares de crianças sírias sofrem com ataques a escolas, hospitais e casas. Até o fim de fevereiro, 69 professores foram assassinados e mais de 2,4 mil escolas foram danificadas. Em algumas áreas, as crianças não frequentam a escola há mais de um ano e meio.

Leila Zerrougui disse que planeja ir para a região no fim do mês e deve visitar a Síria, Jordânia, Líbano, Iraque e Turquia.

No Mali, ataques de grupos armados no norte do país deixaram 86% dos estudantes fora da escola. Centenas de crianças, a maioria meninos de 12 a 15 anos, lutaram em conflitos. E mais de 200 meninas foram estupradas ou forçadas a casar.

Ao apresentar o relatório, Leila Zerrougui também ressaltou a importância do fim da impunidade para essas graves violações contra crianças e de levar os responsáveis à justiça.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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