Ban: a cada 4 segundos uma pessoa foi forçada a abandonar a casa em 2012

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Secretário-Geral da ONU afirmou que o número de pessoas deslocadas pela força continua aumentando; existem mais de 45 milhões de refugiados e deslocados internos no mundo, o número mais alto em quase 20 anos.

Ban Ki-moon

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a cada quatro segundos uma pessoa é forçada a fugir de casa no mundo inteiro.

A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial do Refugiado, esta quinta-feira, 20 de junho.

Guerra

Segundo Ban, o número de pessoas deslocadas pela força continua aumentando. Ele afirmou que existem hoje mais de 45 milhões refugiados e deslocados internos, o nível mais alto em quase 20 anos.

O chefe da ONU disse que a guerra continua sendo a principal causa dos deslocamentos e a crise na Síria lidera as estatísticas.

No comunicado, Ban citou o relatório "Tendências Globais", preparado pelo Alto Comissariado para Refugiados, Acnur. O documento mostra que mais da metade dos refugiados mundiais são de cinco países afetados por guerras, Afeganistão, Iraque, Síria, Somália e Sudão.

Tragédia

O Secretário-Geral declarou que os dados mostram apenas uma pequena parte dessa enorme tragédia humana. Ele disse que todos os dias, conflitos destroem as vidas de milhares de famílias e as crianças são as que mais sofrem.

Ban explicou que as crianças e jovens menores de 18 anos representam quase a metade de todos os refugiados mundiais. O deslocamento forçado tem ainda um grande impacto econômico, social e político no país que fornece abrigo.

Soluções

O Secretário-Geral disse que os países em desenvolvimento acolhem 81% dos refugiados globais, bem mais do que os 70% registrados há uma década.

Para o chefe da ONU encontrar soluções duradouras para os desalojados vai exigir mais solidariedade e uma divisão mais justa das responsabilidades por parte da comunidade internacional.

Apelo

Ban ki-moon fez um apelo para que a comunidade internacional intensifique os esforços para prevenir e resolver conflitos, como também, para ajudar a alcançar a paz e a segurança no mundo.

O relatório anual do Acnur cita o Brasil. Segundo o documento, até março deste ano, o país tinha entre 4,2 e 4,3 mil refugiados reconhecidos. A maioria, angolanos, seguido de colombianos e congoleses.

Esse número deve cair para menos de 3 mil quando o Brasil aplicar a cláusula de cessação de refúgio para cidadãos de Angola e Libéria, implementada pelo governo brasileiro em junho do ano passado.

Segundo ela, os angolanos e liberianos poderão pedir residência permanente e vão deixar de ser refugiados.

Integração

O representante do Acnur no Brasil, Andrés Ramirez, disse que o país poderia receber mais refugiados, mas destacou que a questão geográfica é uma barreira importante.

"Estão chegando poucas pessoas porque o país está muito afastado das crises humanitárias. O Brasil tem 10 fronteiras internacionais, apenas a China e a Rússia têm mais fronteiras internacionais. Ele é o terceiro país do mundo com mais fronteiras internacionais."

Ramirez destacou que dois dos principais problemas enfrentados pelos refugiados são a dificuldade de integração e os obstáculos que os refugiados encontram para obter um emprego ou moradia.

* Com reportagem de Gustavo Barreto, do Unic Rio.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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