ONU quer investigação sobre assassinato de 200 civis na Nigéria

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Escritório de Direitos Humanos informou que mortes ocorreram em operações de segurança no norte do país; mais de 2 mil casas foram destruídas na região.

Navi Pillay

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu uma investigação independente e imparcial sobre o assassinato de, pelo menos, 200 pessoas no norte da Nigéria.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que as mortes ocorreram, no mês passado, durante uma operação de segurança para expulsar militantes islâmicos da cidade de Baga.

Destruição

Segundo Pillay, a ação resultou na morte e ferimentos de civis, destruição de casas e propriedades e no deslocamento de pessoas que fugiram da região.

Segundo a ONU,  mais de 2 mil residências ficaram danificadas durante a operação militar que começou depois que um soldado foi morto por integrantes do grupo islâmico extremista Boko Haram.

Respeito

A alta comissária disse que os militares e outras forças de segurança devem respeitar os direitos humanos e evitar o uso excessivo de força quando realizarem operações como a que aconteceu em Baga.

Ela elogiou a decisão do governo nigeriano de criar uma comissão para negociar com o grupo Boko Haram um tipo de anistia para os militantes e compensação para as vítimas dos ataques.

Ao mesmo tempo, a ONU pediu às autoridades nigerianas que não concedam qualquer tipo de anistia aos que tenham cometido violações sérias dos direitos humanos.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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