ONU diz que população deveria estar no centro das medidas de austeridade

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Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, afirma continuar preocupada com os efeitos da crise econômica de 2008; migrantes e mulheres são os mais afetados.

População sem direito à trabalho ou comida

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.* 

Quase cinco anos após o início da crise econômica global, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos ainda está preocupada com as consequências para a população.

Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, em Nova York, Navi Pillay lamentou que novamente, em tempos de crise, os grupos vulneráveis são os mais afetados, como migrantes, mulheres e pessoas sem cidadania.

Proteção  

Pillay afirmou ter feito um pedido claro aos governos, em especial os que adotam medidas de austeridade, para que "coloquem os seres humanos no centro de suas políticas".

A alta comissária destacou que "as pessoas não perdem seus direitos humanos simplesmente porque há uma crise financeira", e que na verdade, esses deveriam ser tempos de maior proteção social.

Protestos

De acordo com Navi Pillay, a população é quem recebe o peso dessas medidas de austeridade, "quando há cortes em programas de bem-estar social, ou quando jornalistas são silenciados por fazer perguntas pertinentes" sobre a crise.

Para a alta comissária, muitos governos não estão sendo transparentes e tomando decisões que afetam a vida da população. Ele faz um apelo a esses governos, para que "escutem as vozes" das pessoas que protestam nas ruas.

*Reportagem: Donn Bobb.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 30 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 30 DE JULHO DE 2014
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