Mais de 7 milhões na África têm acesso ao tratamento do HIV

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Segundo Unaids, casos de infecção e de morte continuam caindo no continente; Moçambique e São Tome e Príncipe entre os países que garantem antirretrovirais a mais de 75% das mulheres grávidas.

Foto: Unaids

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, divulgou nesta terça-feira um relatório sobre progressos recentes de combate ao vírus na África.

O número de pessoas recebendo tratamento antirretroviral no continente subiu de menos de 1 milhão em 2005 para mais de 7 milhões em 2012. Segundo o Unaids, as mortes relacionadas a aids caíram 32% no período e o número de novas infecções diminuiu 33% na última década.

Desafio Zero

O relatório atribui o sucesso à "forte liderança e à responsabilidade compartilhada na África e entre a comunidade global". O Unaids também realça a importância do compromisso sustentado para garantir que o continente alcance zero novos casos de infecção, zero discriminação e zero mortes relacionadas a aids.

A África continua sendo a região do mundo mais afetada pelo HIV, com 69% dos casos globais. Mas apesar da tendência positiva, só em 2011, foram 1,8 milhão de novas infecções e 1,2 milhão morreram no continente por doenças relacionadas a aids.

Países Lusófonos

O Unaids destaca que 16 países, incluindo São Tomé e Príncipe e Moçambique, garantem a mais de 75% das mulheres grávidas com HIV o tratamento antirretroviral, para prevenir a transmissão do vírus ao bebê.

O lançamento do relatório do Unaids coincide com uma conferência em Addis Abeba, na Etiópia, que celebra os 50 anos da União Africana. Para a agência da ONU, a liderança do grupo é essencial para reverter a epidemia.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE NOVEMBRO DE 2014
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