Exclusiva: Yury Fedotov (áudio em inglês)

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Fedotov fala em comunidade do Rio de Janeiro

Damaris Giuliana, do Rio de Janeiro para a Rádio ONU.*

Chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime está em viagem oficial ao Brasil. Nesta quarta-feira, Fedotov chega a Brasília para discutir um fortalecimento da agência da ONU no país e nas demais nações do Cone Sul.

Fedotov conversou com a repórter Damaris Giuliana, do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, Unic-Rio, e disse que o país é um dos primeiros a receber uma nova geração de Unodcs pelo mundo, o que já foi feito no México, e está sendo implementado na China e na Índia.

Os novos modelos fazem parte de uma estratégia do Unodc para grandes países.

Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida à Damaris Giuliana, do Rio de Janeiro, para a Rádio ONU.

 Grandes Países

Rádio ONU: Como será esta nova cooperação e o fortalecimento do Unodc no Brasil?

Yury Fedotov: O Unodc está aumentando sua presença no Brasil como parte de um projeto de ligação e cooperação. È uma nova geração de escritórios que estamos abrindo em países como México, e avaliando a possibilidade de fazer o mesmo na China e na Índia. O importante aqui é ter novos modelos de cooperação em grandes países, ter o apoio dessas nações na região e além da região. Este modelo está sendo apoiado pelo Governo do Brasil. Estou a caminho de Brasília para abrir este novo tipo de escritório. E esperamos que este novo modelo ajude a fortalecer nossa cooperação com o Brasil, que é um ator global em vários assuntos como crime organizado transnacional, drogas, corrupção e prevenção ao terrorismo, que são todos temas mandatados pelo Unodc. E esperamos que a cooperação com o Brasil seja ainda mais significante, eficiente e que produza resultados.

Yuri Fedotov. Foto: Unodc

 

Tráfico Humano 

RO: Esta semana, o Brasil irá se juntar à campanha do Coração Azul das Nações Unidas. Que tipo de medidas serão tomadas no país para combater o tráfico humano e como as pessoas podem participar desta iniciativa?

YF: O momento é bem apropriado. Esta cerimônia de lançamento aqui ocorre bem perto de uma outra também importante, que é o encontro de alto nível que teremos em Nova York, em 15 de maio, sobre a implementação de um plano global contra o tráfico humano. O Brasil está sendo ativo nesta área. Hoje, na reunião aqui no Rio de Janeiro, discutimos como o Brasil pode contribuir mais para esta questão, aumentando a conscientização, trabalhando com as comunidades para evitar o tráfico de pessoas, e ajudar, e reabilitar as vítimas de tráfico. O lançamento da campanha do Coração Azul no país, que vai ocorrer ainda durante minha visita aqui, é um outro passo importante nesta direção.

 

RO: Qual é a sua análise sobre a privação de liberdade de usuários de drogas?

Usuários de Drogas 

YF: Bom, de acordo com a Convenção, aprovada em 1961, existem formas alternativas de tratamento de usuários de drogas. E aí alternativo significa que os países podem usar ferramentas como tratamento, reintegração, reabilitação, o que é uma espécie de tendência universal. Mas claro, que isso é diferente de país para país. E os países-membros estão implementando a Convenção através de suas legislações nacionais, que têm condições diferentes. Mas a tendência universal é uma mudança de tratamento compulsório para voluntário, baseado em estudos científicos, e que são apoiados pelo Unodc.

*Com reportagem do Unic-Rio.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE SETEMBRO DE 2014
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