Diálogo será chave para o impasse da Rodada de Doha, afirma Azevêdo

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Brasileiro foi eleito novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio; para Roberto Azevêdo, a OMC está em um "estado de paralisia absoluto".

Roberto Azevêdo. Foto: OMC

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, OMC, acredita que será possível resolver o impasse das negociações da Rodada Doha  com "muito diálogo".

A confirmação do brasileiro Roberto Azevêdo no cargo ocorreu nesta quarta-feira. Para o embaixador, é necessário negociar com a "mente aberta" e buscar o "possível, ao invés do desejável".

A Rodada de Doha se estende há 10 anos e busca uma abertura de mercados agrícolas e industriais que favoreça um maior fluxo do comércio das nações em desenvolvimento.

Mudanças

De Genebra, Roberto Azevêdo falou à Rádio ONU sobre suas propostas como diretor da OMC. 

"A OMC está em um estado de paralisia absoluto, em larga medida porque nós não conseguimos avançar neste pilar. E é importante já que em Bali, no final do ano, nós consigamos encontrar resultados que sejam ambiciosos, mas além disso, resultados que possam dar confiança aos membros de que nós ainda somos capazes de negocial multilateralmente e de conseguir resultados importantes para o mundo moderno dos negócios."

Roberto Azevêdo deve tomar posse no dia 1º de setembro e ficar no cargo por quatro anos. Ele derrotou o candidato do México, e ex-ministro do Comércio do país, Herminio Blanco.

Esta será a primeira vez que a OMC terá um diretor-geral da América Latina. Azevêdo é embaixador do Brasil junto à agência desde 2008, e liderou estratégias importantes para o comércio do país no bloco.

Ouça também a entrevista com Roberto Azevêdo. 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 25 DE JULHO DE 2014
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